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Os Estados brasileiros que estão com as contas na UTI

 A situação econômica complicada dos estados deve dar ainda muita dor de cabeça ao governo de Michel Temer (PMDB). Na semana passada, 14 governadores ameaçaram decretar estado de calamidade pública ao pedir um socorro emergencial de 7 bilhões de reais.

Ainda que os governos locais apostem que podem ganhar sobrevida caso a União libere a verba, apenas reformas estruturais melhorarão efetivamente a saúde financeira das administrações estaduais. Sem essas mudanças, as projeções desanimadoras para o crescimento econômico devem condenar os estados à escassez de recursos e limitar sua expansão.

“Sem reformas, os Estados terão uma verdadeira década perdida daqui para frente”, afirma Gustavo Morelli, diretor da Macroplan, que acaba de lançar um estudo sobre os desafios das gestões estaduais.

De acordo com o ranking de saúde financeira dos estados, elaborado pelo Tesouro Nacional, a maioria dos governos locais tem baixa capacidade de cumprir seus compromissos. As notas vão de A a D levam em consideração essa capacidade.

O único estado bem avaliado foi o Pará, que recebeu ‘A’. A situação é preocupante em Alagoas e Rio de Janeiro, que tiveram as piores avaliações do Tesouro e tiraram nota ‘D’. Vale lembrar que, antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o estado recebeu do governo federal uma ajuda emergencial de R$ 2,9 bilhões.

O Ministério da Fazenda também destaca outro fator preocupante. Seis estados – Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Goiás e Rio de Janeiro – estão acima do limite de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. A legislação destaca que essas despesas não podem ultrapassar 60% da receita corrente líquida do estado. No país, a média de comprometimento foi de 57,3% em 2015.

Ainda no ano passado, o Rio Grande do Sul apresentou a situação mais alarmante, com folha de pagamento correspondendo a cerca de 75% da receita corrente líquida. No Mato Grosso do Sul, o porcentual aproximado é 73% e, em Minas Gerais, próximo a 68%. Paraíba, Goiás e Rio de Janeiro têm comprometimento entre 60% e 65%.

Como resolver?

A Macroplan cruzou informações de 28 indicadores, como déficit habitacional, taxa de desemprego, cobertura de saneamento, índice de transparência e até o trâmite de processos judiciais dos 26 estados e Distrito Federal.

Pode-se concluir que estados terão que lidar com orçamentos mais rígidos e com pouco espaço para investimentos, já que a situação fiscal se tornou mais crítica em comparação com o período que compreendia entre 2004 e 2014 –  quando a situação econômica era muito mais favorável.

Segundo Gustavo Morelli, diretor da Macroplan, “pela quantidade de recursos disponíveis, os estados tiveram melhorias muito heterogêneas e, em muitos casos, abaixo do esperado – precisam de uma agenda de reformas para avançarem”.

Para superar os desafios da gestão estadual, reformas estruturais são essenciais, sendo a da Previdência a principal delas. Se as condições do setor previdenciário forem mantidas, a necessidade de cobertura dos crescentes déficits dos antigos sistemas de previdência estaduais desencadeará a insolvência das contas de todos os estados.

A agenda de reformas não se limita a da Previdência. Em 2017, reformas política e trabalhista podem sair do papel. Caso um consenso entre os parlamentares não seja alcançado, a implementação de impostos pode representar a única salvação para as contas públicas dos estados.

Além de reforma, o aumento da eficiência das políticas públicas também deve atribuir fôlego às contas dos estados brasileiros, de acordo com estudo da consultoria Macroplan.

Sinalização de Meirelles

A ameaça dos estados de que decretarão estado de calamidade pública nesta semana não foi suficiente para que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, recuasse em seu compromisso de levar um duro programa de ajuste fiscal adiante.

Meirelles manteve-se firme sobre a necessidade de não oferecer uma ajuda emergencial, mas deu o aval para que os Estados tomem novos empréstimos. De acordo com ele, os governadores podem levantar até R$ 20 bilhões ainda este ano.

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Governo do Rio conclui Plano Estratégico

Atração de investimentos é prioridade na estratégia Reconstrução da gestão pública estadual, reconquista da segurança pública e da cidadania e articulação e promoção de investimentos. São estes os vértices de um triângulo que encerra a síntese do gigantesco desafio enfrentado pelo estado do Rio nos próximos anos. Estes são também os pilares do Plano Estratégico (PE) do governo do Rio de Janeiro para o período 2007-2010, lançado no último dia 08/11, em solenidade no palácio da Guanabara. O evento contou com a presença do governador Sérgio Cabral, secretários do governo estadual, lideranças políticas, empresários e diversos representantes da sociedade e dirigentes da Macroplan. Além de anunciar o PE, o governo estadual pactuou os acordos de resultados para os projetos do aeroporto de Cabo Frio, de Barra do Furado, da Comperj, do Complexo do Açu, MMX, da ThyssenKrupp, CSA, Companhia Siderúrgica e da Votorantim. Esses seis projetos já estão estruturados e seus gerentes também já foram designados. O PE do Rio foi construído por toda a equipe do governo, sob a coordenação da secretaria de Planejamento e Gestão, e contou com a consultoria e o apoio técnico da Macroplan. Além dos grandes empreendimentos previstos, o governo executará nos próximos três anos um conjunto de 43 projetos estratégicos considerados de alta prioridade, através de um esforço conjunto com a sociedade. Todos os projetos estão orientados para uma visão de futuro que prevê um Rio de Janeiro como “um lugar único para se viver e investir: próspero, seguro, ambientalmente sustentável, onde educação e cultura serão valores inquestionáveis e transformadores”. Para apoiar a elaboração desta visão de futuro a Macroplan delineou para o governo do Estado quatro cenários futuros e realizou ainda pesquisas e oficinas de trabalho, com a participação de representantes de diversos segmentos da sociedade. Oito grandes entregas à sociedade, até 2010, foram desdobradas desta visão de futuro. A primeira compreende um substancial desenvolvimento do ambiente de negócios e a promoção da liderança do setor de ciência, tecnologia e inovação nas vocações econômicas do estado. A segunda prevê um expressivo aumento de qualidade da educação pública, a intensificação da qualificação profissional orientada para o mercado e o aumento da inclusão social. A terceira prevê o acesso à atenção básica pré-hospitalar 24 horas e hospitalar, em rede integrada, de qualidade e humanizada. A quarta compreende a expansão e a melhoria da infra-estrutura e da logística de transportes, com destaque para a implantação do arco metropolitano. A quinta anuncia a reorientação das políticas de urbanização, incluindo a integração de favelas ao tecido urbano e a integração “modal e intermodal”do transporte de massa. A sexta se refere à expansão do sistema de saneamento, incluindo a área de competência direta do Estado e a articulação com os municípios, além da implantação dos projetos da região metropolitana e Baixada Fluminense. A sétima compreende a recuperação dos grandes passivos ambientais do estado e, finalmente, a oitava anuncia o crescimento econômico diversificado e geograficamente equilibrado do estado. Atração de investimentos é prioridade A meta do governo é tornar o Rio de Janeiro o maior receptor de investimentos do País em relação ao PIB e com a melhor relação entre custos e benefícios para o conjunto de empresas, para o governo e para a sociedade até 2010. Para fazer frente a este desafio o governo estadual vai aplicar uma nova estratégia de promoção de investimentos, elaborada com o apoio da Macroplan, com foco na promoção competitiva de investimentos, na qual o incentivo fiscal é um elemento acessório. Neste modelo as estratégias de atração de investimentos são ainda agrupadas por setores produtivos e regiões. “O novo modelo de atração de investimentos que será executado no Rio de Janeiro tem uma complexidade grande e uma abordagem nova e diferenciada. O incentivo fiscal há muito deixou de ser um fator diferencial para governos estaduais. Só quem ganha com o benefício fiscal são as empresas”, comentou o diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto. Segundo Porto os benefícios fiscais não deixarão de existir no Rio, contudo, o governo irá implementar programas de incentivos com exigência de retorno. Para implementar estes novo modelo de atração de investimentos a Macroplan elaborou uma estratégia de profissionalização da gestão para o governo estadual. Uma das propostas é a montagem de redes de gerentes para atender a iniciativa privada. “Esta estratégia reduz o tempo para a viabilização de um investimento e seus custos de transação. O instrumento para isso são os projetos gêmeos, que são projetos de apoio à iniciativa privada conduzidos pelo governo e que tem o projeto principal como âncora. O governo passa a trabalhar o entorno”, comentou o consultor da Macroplan e coordenador do projeto, Mauro Lourenço. Outra estratégia para aumentar investimentos privados no estado, segundo ele, é a disponibilização de estudos com informações estratégicas e disponibilizadas em rede para o setor produtivo. Durante o lançamento do PE representantes do governo e da iniciativa privada apresentaram análises e prognósticos otimistas para os planos do governo estadual. Todos comungavam da convicção de que o Rio dará um salto significativo a partir das ações do governo e da atração e retenção de investimentos privados no estado. Para o presidente da Macroplan, Claudio Porto, o maior interesse do governo do Rio com o Plano Estratégico de Desenvolvimento é melhorar a qualidade de vida da população: “O grande mérito do Plano é a sua pluralidade de objetivos, temas diversos que se complementam na tentativa de melhorar a qualidade de vida da população e promover o crescimento da economia”, comentou.
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Macroplan: “Cinco gargalos travam crescimento sustentável”

Baixa escolaridade, insuficiente investimento em infra-estrutura, déficit da previdência, excessiva carga tributária e, principalmente, baixo desempenho em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Estes são os cinco obstáculos que travam o crescimento da economia brasileira, manifestou o diretor-presidente da Macroplan, Claudio Porto, em palestra no seminário “Economia mundial e as perspectivas para o Brasil II”, organizado pela Câmara de Comércio Americana, no inicio de outubro, no Rio de Janeiro. Claudio Porto notou que ao mesmo tempo em que exibe um desempenho melhor do que em 2006, a economia do País ainda não está na trajetória do crescimento sustentável. Para Porto, a melhoria no desempenho da economia brasileira nos últimos anos é fruto da combinação de um contexto externo muito favorável com a consistência e continuidade da política macroeconômica interna. “O País experimentou mudanças estruturais significativas nos últimos anos. Tivemos superávit expressivo na balança de pagamentos, acumulação de reservas de mais de US$ 160 bilhões, melhoria substancial no perfil da dívida pública, inflação baixa, aumento do investimento privado, com um recorde na entrada de investimento externo direto, aumento do consumo das famílias, boom imobiliário e redução das desigualdades. Estamos muito menos vulneráveis a choques externos e nosso ambiente de negócios está mais estável e previsível. “Para ele o salto de qualidade da economia fica demonstrado na comparação de alguns indicadores de 2006 e de 2007. Enquanto o PIB do segundo trimestre de 2006 teve uma variação de 1,59%, no mesmo período de 2007 a variação foi de 5,64%. O investimento estrangeiro direto no primeiro semestre de 2007 foi de US$20,9 bilhões, enquanto no mesmo período de 2006 alcançou US$7,4 bilhões. E o crédito imobiliário, que em julho de 2006 foi de R$5 bilhões, em julho de 2007 atingiu R$ 8,5 bilhões. Um dos poucos indicadores negativos foi a carga tributária que, no primeiro semestre de 2007 alcançou 36,39% do PIB, contra 35,61% do mesmo período de 2006. Apesar desta evolução favorável, Claudio Porto destacou que o país ainda está longe de alcançar um padrão de crescimento sustentável a taxas elevadas. Para ele, os problemas no ambiente econômico têm início na baixa qualidade de ensino no país. Citando avaliações feitas pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre o desempenho dos estudantes de 32 países, Porto alertou que o Brasil aparece em última colocação no ranking da organização. O presidente da Macroplan observou ainda que o papel da inovação será determinante para a competitividade e o crescimento sustentável do Brasil. “Para alcançar e manter a competitividade mundial, o Brasil precisa superar os gargalos estruturais e as empresas devem necessariamente sustentar um bom desempenho tecnológico e intensificar o seu esforço em PD&I”, afirmou. “Para acompanhar China , Rússia e Índia, o Brasil precisa dobrar em cinco anos os investimentos em P&D, como proporção do PIB passando de 1,25 para 2,5, no mínimo”, complementou. Outro problema grave, segundo o presidente da Macroplan são os entraves a projetos da área de infra-estrutura. Segundo estudo da Macroplan, serão necessários investimentos da ordem de US$87,7 bilhões anuais em infra-estrutura para o país dar um salto de crescimento nos próximos anos. “Há hoje um risco de apagão no suprimento de energia em 2011 que oscila entre 16,5 e 32%” Não menos grave é o problema previdenciário no Brasil, na análise de Porto. Dados da Macroplan mostram que a relação contribuinte e beneficiário da previdência passou de 7,8, em 1950, para 1,2, em 2002. “Há menos de quatro décadas oito trabalhadores sustentavam um aposentado. Sem uma profunda reforma, o sistema poderá quebrar nos próximos anos”, alertou. Ao comentar o problema da carga tributária e dos gastos públicos, o quinto gargalo ao crescimento sustentável do Brasil listado pela Macroplan, Claudio Porto revelou que as despesas do governo aumentaram 89% entre 2002 e 2007 e a arrecadação de tributos aumentou 70%, enquanto o crescimento nominal do PIB no período só chegou a 57%, revelou Porto. Para o presidente da Macroplan, enquanto persistirem os gargalos não há como assegurar o crescimento sustentável. “Estes entraves, se não forem superados, vão continuar a emperrar nosso crescimento, aumentando os custos e diminuindo a competitividade dos nossos produtos”, concluiu.
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Cenpes/Petrobras reestrutura projetos tecnológicos ambientais

Com a decisão de reestruturar a carteira de projetos tecnológicos da área ambiental, o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), uma das maiores empresas de produção e comercialização de tecnologia do País, contratou a Macroplan em agosto para atuar em três de seus programas: Programa Ambiental (Pró-Amb), da Área Tecnológica Ambiental (Atamb) e da Área Tecnológica de Bioteconlogia (Atbio). “O projeto de reestruturação da carteira ajudará na focalização dos programas e áreas tecnológicas, no aumento da seletividade e robustez dos projetos e na melhoria da gestão e potencialização da sinergia entre os projetos das carteiras”, disse o diretor associado da Macroplan e coordenador do projeto, Glaucio Neves. Segundo o diretor, os projetos dos três programas ambientais do Cenpes passaram por um minucioso processo de análise que resultou em uma racionalização da carteira. Foram realizados agrupamentos, cancelamentos e redirecionamentos de projetos. “Houve uma racionalização da carteira de projetos. A nova carteira está mais robusta e com foco nos projetos que vão fazer a diferença para a Petrobras”, comentou o diretor da Macroplan. O trabalho de apoio à melhoria de gerenciamento dos projetos ambientais do Cenpes está sendo feito em parceria com a Fundação do Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (Fides).
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Com melhoria da gestão Espírito Santo cresce mais que o Brasil

Ampliação dos gastos públicos na área social, melhoria no ambiente de negócios e uma reorganização da área de desenvolvimento econômico que vêm atraindo novos investimentos privados. Este é o saldo das mudanças nas práticas de gestão realizadas pelo governo do Espírito Santo, que desde 2005 tem o apoio técnico da Macroplan. Estes resultados foram destacados no início de outubro, durante reunião de balanço dos programas de melhoria de gestão adotados pelo governo capixaba. Participaram do evento representantes da equipe do governador Paulo Hartung e da Macroplan.

Para o diretor da Macroplan, José Paulo Silveira, o que mais chama a atenção no Espírito Santo é a acentuação da sua trajetória de crescimento, que foi impulsionada com a elaboração de um plano estratégico de longo prazo ? “Espírito Santo 2025″(ES2025), – com 94 projetos, concluído em julho de 2006. Segundo Silveira, após a superação da crise ética, financeira e administrativa em que estava mergulhado, o Espírito Santo recuperou a capacidade de investimento com recursos próprios, exibiu forte aumento dos investimentos na área social e construiu um ambiente de negócios atrativo para o investidor privado. ?Está em curso uma ampla mudança no padrão de desenvolvimento econômico do Estado. Em 2006, foram iniciados investimentos privados de cerca de R$ 8 bilhões. Em 2007 serão R$ 11 bilhões, cerca de 26% do PIB estadual, superando o desempenho nacional de investimentos, atualmente na casa dos 18% do PIB brasileiro?, comentou Silveira, salientando que, de 2003 a 2006 o Estado expandiu a relação de investimentos/despesas correntes em 545%.

Outro resultado expressivo foi a expansão de 106% na receita sem o aumento de impostos ou alíquotas. Houve também casos de redução de mais de 60% nas despesas com contratação de serviços e aquisição de produtos em decorrência de mudanças na modalidade de aquisição.

Alexandre Mattos, diretor associado da Macroplan e responsável pela direção dos projetos da consultoria para o Espírito Santo, chamou atenção para o fato do governo capixaba estar direcionando 70% dos investimentos do Estado a 20 projetos prioritários selecionados do “ES 2025” nas áreas de desenvolvimento social, educação, infra-estrutura econômica e gestão pública. “Os projetos serão executados até 2010 e , além de um fluxo diferenciado de recursos, são alvo de um gerenciamento intensivo orientado para resultados, com clara responsabilização pelos resultados, monitoramento sistemático para tomada de decisão e processo decisório ágil”, salientou.

Durante a reunião de balanço dos programas de melhoria de gestão adotados no Espírito Santo, o gerenciamento intensivo dos projetos prioritários foi citado como um dos pontos positivos que permitiu ao governo estadual identificar nos últimos dois meses 516 problemas e solucionar em tempo recorde 64% (333). “Com as mudanças administrativas, o governo passou a ter o acompanhamento em tempo real de todos os projetos em execução, eliminando desvios gerenciais, agilizando os processos decisórios e, ao mesmo tempo, colocando em prática mecanismos para aumentar os resultados. Cerca de oito reuniões de monitoramento da execução dos projetos são realizadas por semana”, comentou o consultor da Macroplan e coordenador do projeto Leonardo Braga.

A melhoria do nível de instrumentalização do governo capixaba também foi destacada na reunião de avaliação das ações desenvolvidas pelo governo. As estratégias citadas envolveram a implementação de um escritório de projetos, que dá apoio técnico aos gerentes de cada projeto para o monitoramento das ações e a montagem de um sistema de informações gerenciais em tempo real (SIGES). “A ferramenta melhora a obtenção de informações, o modo de visualizar os resultados e facilita ainda mais o monitoramento dos projetos”, comentou Leonardo Braga.

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Macroplan apóia estratégias do SMS do Abastecimento Petrobras

Incentivar a sustentabilidade do negócio da área de Abastecimento da Petrobras (ABAST), através de estratégias e projetos de segurança, meio ambiente, saúde e responsabilidade social. Com este objetivo, a Gerência Corporativa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) do ABAST contratou a Macroplan para apoiá-la tecnicamente na formulação de um alinhamento estratégico e no seu desdobramento em projetos sintonizados com o novo Plano Estratégico da Petrobras para o horizonte 2008-2020.”Faremos um alinhamento das estratégias de SMS para que a Gerência Corporativa de SMS, assim como a Diretoria de Abastecimento e as gerências de SMS das Unidades de Negócio possam enfrentar os novos desafios da empresa nos próximos 12 anos. O desafio maior é focalizar os esforços e prioridades visando garantir transformações reais e estruturantes”, afirma o consultor da Macroplan e coordenador do projeto Pedro Burlandy.
Neste processo já foi realizado o trabalho de levantamento de informações e percepções externas e internas e diversas reuniões gerenciais nas quais foram consolidados os condicionantes que vão apoiar a formulação de estratégias para o horizonte 2008-2020. Um trabalho de “benchmarking” com cinco empresas de referência do setor de óleo e gás – Exxon Mobil, Shell, Statoil, British Petroleum e ConocoPhillips – foi concluído e permitirá identificar as mais recentes políticas e práticas de SMS e responsabilidade social empregadas no setor.
“Os processos estão se ampliando e se aprimorando. Esse interesse da Área de Abastecimento da Petrobras comprova o quanto a área de SMS é importante para o negócio, pois as empresas sabem que precisam tomar atitudes conseqüentes em face das questões sócio-ambientais que hoje são uma preocupação de toda a sociedade”, diz Pedro Burlandy.
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Macroplan apóia estratégia para PPA 2008-2010 do Sebrae SP

O Sebrae de São Paulo concluiu, no final de agosto, com o apoio da Macroplan, a elaboração do seu Plano Plurianual (PPA) para o horizonte 2008-2010, totalizando um orçamento de R$ 642,6 milhões para o período, o maior do Sistema Sebrae.
No novo PPA foram priorizados programas e projetos que vão diversificar e ampliar o uso de canais de atendimento remoto e virtual para o acesso do público alvo ao conhecimento do Sebrae. Segundo o diretor associado da Macroplan e coordenador do projeto, Renato Naegele, essas mudanças são parte importante da estratégia do Sebrae-SP para cumprir o objetivo de fortalecer o relacionamento com as micro e pequenas empresas (MPEs) e empreendedores e promover a massificação do acesso aos produtos e serviços. “O Sebrae de São Paulo possui um público de 5 milhões de clientes potenciais. Em 2010 serão 7,1 milhões. Para atender esse grande universo de empreendedores é preciso disponibilizar produtos e serviços em grande escala utilizando as novas tecnologias disponíveis. É uma forma de atender mais e melhor”, afirmou.

O PPA 2008-2012 também dá destaque à inovação nas MPEs, com projetos que visam estimular a inovação como fator de diferenciação e competitividade. Outro destaque é o apoio à regulamentação da Lei Geral das MPEs no Estado de São Paulo e nos municípios.

Com as novas estratégias, o Sebrae-SP espera aumentar a taxa de sobrevivência das micro empresas atendidas e ampliar a geração e manutenção de empregos no Estado, uma vez que as MPEs paulistas respondem por 98% dos estabelecimentos, 67% das ocupações e 28% do faturamento no Estado.

O planejamento da atuação do Sebrae SP junto às micro e pequenas empresas, assim como a definição de diretrizes e prioridades estratégicas da organização para os próximos três anos envolveu os diretores, gerentes executivos e 60 gerentes da Organização. “Houve um importante avanço na consistência e na qualidade do processo de planejamento, que se refletiu na carteira de projetos”, afirmou o consultor da Macroplan Leonardo Cassol.

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Mudança climática e sustentabilidade ambiental trazem novos desfios para PD&I na agropecuária

Manter uma posição de liderança na geração de tecnologia voltada para a agroenergia e contribuir para o uso sustentável da biodiversidade. Estes são alguns dos grandes desafios das organizações de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para o agronegócio e o desenvolvimento rural sustentável brasileiro para os próximos 15 anos, segundo 80 especialistas convidados pela Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), entidade vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As opiniões dos especialistas foram colhidas entre os dias 17 e 19 de setembro pela Macroplan, contratada pela RIPA para revisar, atualizar e aprofundar os cenários traçados em 2002 e apontar as alternativas possíveis para a trajetória do setor para o horizonte 2007-2023. Passados cinco anos desde a elaboração dos cenários, os especialistas alertam que o Brasil precisa estar mais preparado para o desenvolvimento do mercado mundial de agroenergia, apontado como um dos principais temas emergentes com implicações estratégicas para a área de PD&I para o agronegócio. Estima-se que, em 2025, o consumo mundial de etanol será de 225 bilhões de litros, 32,4% a mais do que em 2002, quando o consumo foi de 152 bilhões de litros em todo o mundo. No Brasil, a produção estimada de etanol para 2017 é de 38,6 bilhões de litros, mais do que o dobro da produção de 2005. “A agroenergia oferece ao Brasil a oportunidade ímpar de ser protagonista em tecnologia específica para o setor e, por isso mesmo, exigirá um esforço concentrado do seu sistema de pesquisa”, comentou o diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto, lembrando ainda que o uso de biomassa, sobretudo a cana-de-açúcar, tem sido cada vez mais valorizado para a co-geração de energia elétrica no Brasil e no mundo. O presidente da Macroplan alerta ainda que a componente ambiental será cada vez mais importante para o desenvolvimento do setor. “As tecnologias desenvolvidas deverão estar em conformidade com as novas exigências sócio-ambientais. A crescente conscientização ambiental, motivada por maior visibilidade dos efeitos das mudanças climáticas, será uma condicionante importante da atuação do sistema de pesquisa agropecuária no Brasil e também das empresas que exploram recursos naturais”, afirmou. Segundo o estudo de cenários que está sendo desenvolvido com o apoio da Macroplan, a área de pesquisa para o agronegócio será positivamente influenciada pela expansão e pela mudança do perfil da demanda mundial de alimentos, impulsionadas pelo crescimento e envelhecimento da população mundial nas próximas duas décadas. Pelos cálculos da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção mundial de carnes em 2015 alcançará 317,4 milhões de toneladas e a produção de soja, 227 milhões de toneladas na safra de 2015/2016. O Brasil, a Argentina e os EUA representarão 85% desta produção mundial. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que ainda possui grandes extensões de terras agricultáveis que poderão ser incorporados ao seu mapa agrícola. Nesse sentido, o desafio da pesquisa agropecuária não apenas no Brasil, mas também em boa parte do mundo, é contribuir para o aumento da produtividade agrícola e garantir a conformidade da produção em relação a um mercado consumidor cada vez mais exigente”, afirmou Rodrigo Ventura, consultor da Macroplan e coordenador do novo estudo de cenários do ambiente de PD&I para o agronegócio e o desenvolvimento rural sustentável. Os especialistas ouvidos pela consultoria apontam ainda que o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA) deverá adotar um posicionamento cada vez mais orientado para o mercado global, tendo em vista o aproveitamento das oportunidades que serão trazidas pelo contexto internacional nas próximas décadas. “O Brasil construiu, nos últimos anos, grande expertise em geração de tecnologias para a agricultura tropical, com aplicação concentrada à realidade nacional ou regional. Para o futuro, um dos grandes
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Macroplan amplia atuação em Gestão da Tecnologia & Inovação

“Cada vez mais as empresas precisam ser inovadoras para poder competir e garantir a sua sustentabilidade a longo prazo” Com esta frase o diretor da Macroplan José Paulo Silveira, destacou a mais nova etapa do trabalho da consultoria que, em 2007 ampliou expressivamente a atuação da empresa na gestão estratégica da tecnologia & inovação junto a empresas privadas e públicas do país. Entre as organizações que este ano contrataram a Macroplan para projetos de gestão de tecnologia e inovação estão a Suzano Papel e Celulose, Suzano Petroquímica, Petrobras/Cenpes Área Ambiental e Embrapa. Considerada uma área de conhecimento em ascensão, em virtude de seu elevado potencial de impacto sobre a competitividade e sustentabilidade dos negócios, a gestão estratégica da tecnologia & inovação combina elementos de planejamento e visão de longo prazo com técnicas modernas de gestão de projetos tecnológicos. Segundo o diretor da Macroplan, é preciso que a inovação seja tratada como um dos vetores do processo de gestão, com estratégia, método, projetos, formação de Recursos Humanos e ferramentas de apoio a gestão. Para José Paulo Silveira, os investimentos em gestão de tecnologia & inovação sempre trazem retorno para as empresas. “O resultado se traduz em melhoria do desempenho financeiro através de produtos, processos e serviços adequados ao mercado e com valor agregado superior a de seus concorrentes”, afirmou. Um dos exemplos apresentados pelo diretor é o trabalho que a Macroplan vem desenvolvendo junto à Embrapa, com uma leitura dos desafios internos e externos futuros, na definição das prioridades e na elaboração de planos estratégicos para 2010 e 2023, com visões de médio e longo prazos. “O trabalho possibilitará à Embrapa ter melhores condições para agregar ainda mais competitividade e sustentabilidade ao agronegócio brasileiro” afirmou o consultor da Macroplan e coordenador do projeto Gustavo Morelli. Contratada pela Suzano Papel e Celulose, a Macroplan vem apoiando a implantação de métodos e ferramentas de gestão estratégica para aumentar a capacidade de inovação da empresa e contribuir para melhorias no desempenho baseadas na inovação. Na Suzano Petroquímica a Macroplan está avaliando a gestão tecnológica como base para acelerar o ritmo de geração de novos produtos e para a melhoria de processos. Com a decisão de reestruturar a carteira de projetos tecnológicos da área ambiental, o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) também contratou a Macroplan para atuar em quatro de seus programas: Programa de Meio Ambiente (Proamb), da Área Tecnológica Ambiental (Atamb), do Programa de mitigação dos Efeitos Climáticos (Poclima) e da Área Tecnológica de Bioteconlogia (Atbio). “Em todos os trabalhos desenvolvidos pela Macroplan o objetivo é propiciar às organizações métodos de gestão estratégica que aumentem a sua capacidade de inovação e contribuam para o aumento de sua competitividade”, afirmou o diretor associado da Macroplan, Glaucio Neves. Segundo ele seja para o desenvolvimento de um novo produto, ou para a escolha de novos equipamentos e sistemas de produção, o sucesso depende essencialmente da forma como a tecnologia é gerida.
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Embrapa contrata Macroplan para definir plano de longo prazo

Maior empresa de pesquisa do País, 100% brasileira, a Embrapa está se preparando para atuar em um novo cenário global, pautado pelos impactos das mudanças climáticas nas atividades produtivas, pela crescente produção de agroenergia e pelo desafio da sustentabilidade e da utilização de novas tecnologias. Atenta à necessidade de atuar em um ambiente cada vez mais dinâmico, a Embrapa está definindo novos objetivos estratégicos de médio e de longo prazos. Para entrar neste novo terreno, a Embrapa contratou, através de um processo de licitação que priorizou a melhor técnica, a consultoria Macroplan para apoiar a empresa e suas 41 unidades descentralizadas na elaboração de seus planos diretores para o horizonte 2008-2011-2023. Uma das principais inovações deste projeto é a introdução da visão de longo prazo (2008-2023), que estará apoiada na contrução de cenários do ambiente de atuação das instituições de PD&I para o agronegócio.
“A Embrapa tem uma trajetória de sucesso. Desde 1973 até os dias atuais ela tem contribuído sobremaneira para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Contudo, os desafios e as exigências se ampliaram e o êxito da passado não garantirá respostas adequadas aos desafios do futuro”, afirmou o consultor da Macroplan, Gustavo Morelli, coordenador do projeto. Segundo ele, a busca da sustentabilidade econômica, social e ambiental das atividades produtivas, os impactos das mudanças climáticas nas atividades produtivas, assim como a produção de agroenergia e as possibilidades de inovação que se abrem a partir da junção de novas áreas do conhecimento, como a bionanotecnologia, são algumas das novas peças do jogo no qual a Embrapa atuará daqui para a frente.

“O trabalho da Macroplan consiste em apoiar a Embrapa na leitura deste novo ambiente, na identificação dos seus principais desafios internos e externos, na definição das prioridades, na transformação destas informações em um plano, com visão de longo e médio prazos, e na construção de metodologia de monitoramento dos cenários externos e dos resultados alcançados, de modo a permitir a atualização permanente dos desafios, das prioridades e de seus planos”, afirmou a consultora da Macroplan, Andréa Belfort.

O desafio da Embrapa é resumido pelo diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto. “Para fazer frente a este novo cenário, em especial à inovação tecnológica, são necessárias inovações organizacionais e gerenciais na empresa. Será importante a Embrapa se tornar um ´player´ global no âmbito da pesquisa agropecuária, em especial no chamado mundo tropical, e aprimorar as suas tecnologias. O desafio passou a ser global”, concluiu Porto.

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Cenários apontam tendências para inovação do agronegócio brasileiro

“O fortalecimento do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), a cooperação tecnológica de instituições de C&T com empresas e organizações das cadeias produtivas e o avanço dos mecanismos de defesa da propriedade intelectual e de gestão do conhecimento irão resultar na melhoria significativa da pesquisa agropecuária, agroindustrial e agroflorestal e serão estratégias determinantes para o agronegócio se consolidar como um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social do Brasil em 2023”. Esta é uma das conclusões do recém-lançado estudo “Cenários do Ambiente de Atuação das Instituições Públicas e Privadas de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) para o Agronegócio e o Desenvolvimento Rural Sustentável Brasileiro no Horizonte 2023”, desenvolvido pela Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica (RIPA) com a consultoria da Macroplan.
O projeto envolveu a participação de cerca de 200 técnicos e especialistas diretamente ligados ao setor e a realização de entrevistas e consultas junto a 120 especialistas com notório conhecimento e vinculados às diversas instituições que congregam o SNPA. O estudo da RIPA resultou em quatro cenários distintos para o ambiente de PD&I voltado ao agronegócio brasileiro para os próximos 16 anos que revelam futuros plausíveis e mostram tanto possibilidades de êxito, quanto risco de declínio. Cada cenário foi quantificado e regionalizado, contando ainda com um mapeamento de oportunidades, ameaças e diretrizes estratégicas para o setor. Segundo o consultor da Macroplan, Rodrigo Ventura, os cenários vão permitir a antecipação de tendências e alternativas de futuro, possibilitando ao SNPA identificar os riscos e melhorar o processo de tomada de decisões. “O objetivo deste estudo é construir uma visão de futuro do contexto da PD&I para o agronegócio, oferecendo subsídios ao processo de planejamento estratégico das instituições públicas e privadas que compõem o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária”, diz o consultor.

O cenário 1 (Expansão Integrada com Inserção Global ) – o mais otimista – prevê crescente inserção do SNPA nas redes mundiais de PD&I e de negócios. O sistema também é alvo de um fluxo contínuo e crescente de investimentos públicos e privados. Neste cenário o País fortalece sua posição na produção de agroenergia e biomateriais, assumindo posição de vanguarda na geração de tecnologias voltadas ao setor.

A adoção de formas ágeis de governança no Estado brasileiro, focada na obtenção de resultados para a sociedade, repercute também na esfera das instituições públicas de pesquisa científica. O setor se beneficia da execução de políticas agrícolas modernas e eficazes, caracterizadas pela ativa presença do Estado na regulação.

Outra possibilidade otimista é o cenário 2 (Expansão Integrada com Inserção Regional) Apesar do contexto internacional desfavorável , o Brasil experimenta um processo de gradual e persistente modernização de seu parque produtivo e consegue acelerar seu ritmo de crescimento econômico.

Beneficiando-se do dinamismo do mercado interno e da demanda internacional por agroenergia e biomateriais, o agronegócio brasileiro registra crescimento elevado e com crescente diversificação em 2023. Com isso, a demanda por pesquisa agropecuária, agroindustrial e agroflorestal cresce significativamente. Já no campo ambiental, o avanço científico e o desenvolvimento de tecnologias tropicais incentivam uma maior sustentabilidade no uso da biodiversidade, o que contribui para um impacto pouco significativo das mudanças climáticas sobre a produtividade agrícola e o uso da terra nas diferentes regiões do País.

Mais pessimista é o cenário 3 (Expansão setorizada com inserção em nichos). Neste cenário o SNPA não aproveita o contexto externo favorável e tem uma expansão limitada a alguns segmentos específicos, com inserção internacional restrita às cadeias produtivas mundialmente competitivas e baixa sustentabilidade no uso da biodiversidade. A presença deficiente do Estado na regulação e indução do desenvolvimento inibe a competitividade e a capacidade de inovação nas empresas do agronegócio, que restringem sua atuação ao mercado internacional. Há um fluxo descontínuo e decrescente de investimentos públicos em PD&I e graves disparidades regionais e setoriais em torno da qualidade dos serviços prestados pelas organizações públicas de pesquisa científica.
Neste quadro o Brasil perde posição de liderança na área de agroenergia e biomateriais, e vivencia uma degradação localizada e parcial da biodiversidade, com o uso pouco sustentável dos recursos naturais e o aumento dos conflitos em torno do uso da água em várias regiões

O cenário 4 (Desarticulação e Retrocesso) é o mais crítico. As adversidades trazidas por um macroambiente desfavorável, marcado principalmente pelo uso predatório da biodiversidade, são potencializadas internamente pelo crescente enfraquecimento e desarticulação do SNPA. O agronegócio brasileiro registra níveis decrescentes de produtividade e eficiência e o país não consegue garantir o suprimento equilibrado de produtos agropecuários, agroindustriais e agroflorestais. Há uma crescente degradação da biodiversidade.
Além da presença deficiente do Estado na regulação dos instrumentos e na indução do desenvolvimento rural sustentável, observa-se um processo de continuado enfraquecimento do SNPA , reflexo das dificuldades da inserção do Brasil nos mercados internacionais. Os investimentos públicos destinados à PD&I são escassos e decrescentes e os fundos setoriais são transformados em instrumento de barganha política A iniciativa privada também não encontra estímulos para investir significativamente em PD&I no agronegócio brasileiro, diante de um contexto de instabilidade regulatória, estagnação dos mecanismos de incentivo à pesquisa e de defesa da propriedade intelectual.

?Os cenários indicam que o Brasil terá importantes oportunidades ofertadas principalmente pelo contexto mundial até 2023, mas revelam também que o ambiente de PD&I do Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer até alcançar o patamar onde se encontram países emergentes como China, Índia e Coréia do Sul? alerta o diretor da Macroplan, Claudio Porto. Ele lembra que o total de investimentos em CT&I registrados no Brasil no período de 2000 a 2005 apresentou crescimento de US$ 5,6 bilhões. Porém, quando medido em percentual do PIB este montante foi reduzido, no mesmo período, de 1,22% para 1,12%. O volume de recursos investidos em PD&I no Brasil em 2005 ? US$ 14 bilhões ? também se mostrou bastante inferior ao que foi investido pela China no mesmo período (US$ 136 bilhões) alerta o diretor.