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Um dos melhores lugares para viver

Em 10 anos, Rio Preto subiu 10 posições no ranking dos municípios com melhor qualidade de vida
Rio Preto exibe indicadores de qualidade de vida que coloca a cidade entre as melhores do Brasil para se viver. São vários os critérios empregados em cada estudo, mas o conjunto deles coloca os rio-pretenses em posição privilegiada em diversos rankings criados.

É o caso do Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM), calculado pela consultoria Macroplan, que consolida 16 indicadores em quatro áreas de resultado (educação, saúde, segurança e saneamento) permitindo uma comparação dos 100 municípios no período de uma década. O estudo, divulgado em dezembro último, coloca Rio Preto como 3º melhor lugar para se viver no País.

Divulgado em dezembro último, o estudo tem por base dados de 2015, atribuindo a Rio Preto pontuação 0,719 (quanto mais perto de 1, melhor a qualificação) entre os 100 maiores municípios brasileiros. Perde apenas para Maringá (PR), com 0,731, e Piracicaba (SP), com 0,721. Na série histórica, em 10 anos o município subiu 10 posições neste ranking.

Adriana Fontes, economista senior da Macroplan destaca a evolução do município em 10 anos. Em 2005, Rio Preto ocupava a 13ª posição no ranking dos municípios mais desenvolvidos, com pontuação de 0,603. “Em dez anos a cidade ganhou dez posições”, disse. Está entre as 4 das 5 cidades de porte médio (até 500 mil habitantes) de melhor evolução. Nos critérios da pesquisa, Rio Preto mostra ser uma cidade muito dinâmica.
Na síntese dos indicadores, o quesito “educação” contém, a melhor pontuação da cidade, ocupando a segunda melhor posição entre todos os municípios brasileiros. Esta posição é mantida já há 10 anos. No item “saúde”, Rio Preto alcançou em 2015 a 14ª posição, oito posições acima do obtido em 2005 (22ª). Em “infraestrutura e sustentabilidade”, o município ostenta a 16ª melhor colocação, muito acima do verificado dez anos antes (30ª posição). E, finalmente, no quesito “segurança”, Rio Preto ficou na 29ª posição, recuando um degrau em relação a 2005 (28ª posição).

Adriana explica que este desempenho espelha a boa pontuação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que em 2015 ficou em 6,7, acima da meta de 6,4. Nos quesitos “saúde” e “saneamento”, a cidade avançou bastante e em “infraestrutura e sustentabilidade” também foram alcançados bons resultados.

A preocupação ficou por conta da segurança. Segundo Andriana, o município tem baixo número de homicídio em relação a outros centros, mas destoa em acidentes de trânsito, com elevado número com vítimas, ocupando a 22ª posição entre as cidades de mesmo porte, chegando a fazer com que Rio Preto perdesse uma posição no ranking geral de segurança.
Recomendações

Apesar de figurar na terceira melhor posição do ranking, a pontuação da cidade ainda está longe do nível máximo (1 ponto). A distância entre o alcançado até 2015 e o ideal é de 0,281 pontos, mais de um terço do já obtido.
Adriana explica que, para se aproximar do nível ideal, o município precisa elaborar um planejamento focado no desenvolvimento de médio e longo prazos. Ela defende a necessidade de definir parcerias para vencer a crise com foco em onde atuar na vida da cidade para fomentar seu progresso. O que poderia ajudar muito é estudar experiências bem sucedidas de outras cidades para aumentar a acertividade e acelerar o processo de desenvolvimento.