Macroplan na mídia

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Cenpes/Petrobras reestrutura projetos tecnológicos ambientais

Com a decisão de reestruturar a carteira de projetos tecnológicos da área ambiental, o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), uma das maiores empresas de produção e comercialização de tecnologia do País, contratou a Macroplan em agosto para atuar em três de seus programas: Programa Ambiental (Pró-Amb), da Área Tecnológica Ambiental (Atamb) e da Área Tecnológica de Bioteconlogia (Atbio). “O projeto de reestruturação da carteira ajudará na focalização dos programas e áreas tecnológicas, no aumento da seletividade e robustez dos projetos e na melhoria da gestão e potencialização da sinergia entre os projetos das carteiras”, disse o diretor associado da Macroplan e coordenador do projeto, Glaucio Neves. Segundo o diretor, os projetos dos três programas ambientais do Cenpes passaram por um minucioso processo de análise que resultou em uma racionalização da carteira. Foram realizados agrupamentos, cancelamentos e redirecionamentos de projetos. “Houve uma racionalização da carteira de projetos. A nova carteira está mais robusta e com foco nos projetos que vão fazer a diferença para a Petrobras”, comentou o diretor da Macroplan. O trabalho de apoio à melhoria de gerenciamento dos projetos ambientais do Cenpes está sendo feito em parceria com a Fundação do Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social (Fides).
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Com melhoria da gestão Espírito Santo cresce mais que o Brasil

Ampliação dos gastos públicos na área social, melhoria no ambiente de negócios e uma reorganização da área de desenvolvimento econômico que vêm atraindo novos investimentos privados. Este é o saldo das mudanças nas práticas de gestão realizadas pelo governo do Espírito Santo, que desde 2005 tem o apoio técnico da Macroplan. Estes resultados foram destacados no início de outubro, durante reunião de balanço dos programas de melhoria de gestão adotados pelo governo capixaba. Participaram do evento representantes da equipe do governador Paulo Hartung e da Macroplan.

Para o diretor da Macroplan, José Paulo Silveira, o que mais chama a atenção no Espírito Santo é a acentuação da sua trajetória de crescimento, que foi impulsionada com a elaboração de um plano estratégico de longo prazo ? “Espírito Santo 2025″(ES2025), – com 94 projetos, concluído em julho de 2006. Segundo Silveira, após a superação da crise ética, financeira e administrativa em que estava mergulhado, o Espírito Santo recuperou a capacidade de investimento com recursos próprios, exibiu forte aumento dos investimentos na área social e construiu um ambiente de negócios atrativo para o investidor privado. ?Está em curso uma ampla mudança no padrão de desenvolvimento econômico do Estado. Em 2006, foram iniciados investimentos privados de cerca de R$ 8 bilhões. Em 2007 serão R$ 11 bilhões, cerca de 26% do PIB estadual, superando o desempenho nacional de investimentos, atualmente na casa dos 18% do PIB brasileiro?, comentou Silveira, salientando que, de 2003 a 2006 o Estado expandiu a relação de investimentos/despesas correntes em 545%.

Outro resultado expressivo foi a expansão de 106% na receita sem o aumento de impostos ou alíquotas. Houve também casos de redução de mais de 60% nas despesas com contratação de serviços e aquisição de produtos em decorrência de mudanças na modalidade de aquisição.

Alexandre Mattos, diretor associado da Macroplan e responsável pela direção dos projetos da consultoria para o Espírito Santo, chamou atenção para o fato do governo capixaba estar direcionando 70% dos investimentos do Estado a 20 projetos prioritários selecionados do “ES 2025” nas áreas de desenvolvimento social, educação, infra-estrutura econômica e gestão pública. “Os projetos serão executados até 2010 e , além de um fluxo diferenciado de recursos, são alvo de um gerenciamento intensivo orientado para resultados, com clara responsabilização pelos resultados, monitoramento sistemático para tomada de decisão e processo decisório ágil”, salientou.

Durante a reunião de balanço dos programas de melhoria de gestão adotados no Espírito Santo, o gerenciamento intensivo dos projetos prioritários foi citado como um dos pontos positivos que permitiu ao governo estadual identificar nos últimos dois meses 516 problemas e solucionar em tempo recorde 64% (333). “Com as mudanças administrativas, o governo passou a ter o acompanhamento em tempo real de todos os projetos em execução, eliminando desvios gerenciais, agilizando os processos decisórios e, ao mesmo tempo, colocando em prática mecanismos para aumentar os resultados. Cerca de oito reuniões de monitoramento da execução dos projetos são realizadas por semana”, comentou o consultor da Macroplan e coordenador do projeto Leonardo Braga.

A melhoria do nível de instrumentalização do governo capixaba também foi destacada na reunião de avaliação das ações desenvolvidas pelo governo. As estratégias citadas envolveram a implementação de um escritório de projetos, que dá apoio técnico aos gerentes de cada projeto para o monitoramento das ações e a montagem de um sistema de informações gerenciais em tempo real (SIGES). “A ferramenta melhora a obtenção de informações, o modo de visualizar os resultados e facilita ainda mais o monitoramento dos projetos”, comentou Leonardo Braga.

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Macroplan apóia estratégias do SMS do Abastecimento Petrobras

Incentivar a sustentabilidade do negócio da área de Abastecimento da Petrobras (ABAST), através de estratégias e projetos de segurança, meio ambiente, saúde e responsabilidade social. Com este objetivo, a Gerência Corporativa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS) do ABAST contratou a Macroplan para apoiá-la tecnicamente na formulação de um alinhamento estratégico e no seu desdobramento em projetos sintonizados com o novo Plano Estratégico da Petrobras para o horizonte 2008-2020.”Faremos um alinhamento das estratégias de SMS para que a Gerência Corporativa de SMS, assim como a Diretoria de Abastecimento e as gerências de SMS das Unidades de Negócio possam enfrentar os novos desafios da empresa nos próximos 12 anos. O desafio maior é focalizar os esforços e prioridades visando garantir transformações reais e estruturantes”, afirma o consultor da Macroplan e coordenador do projeto Pedro Burlandy.
Neste processo já foi realizado o trabalho de levantamento de informações e percepções externas e internas e diversas reuniões gerenciais nas quais foram consolidados os condicionantes que vão apoiar a formulação de estratégias para o horizonte 2008-2020. Um trabalho de “benchmarking” com cinco empresas de referência do setor de óleo e gás – Exxon Mobil, Shell, Statoil, British Petroleum e ConocoPhillips – foi concluído e permitirá identificar as mais recentes políticas e práticas de SMS e responsabilidade social empregadas no setor.
“Os processos estão se ampliando e se aprimorando. Esse interesse da Área de Abastecimento da Petrobras comprova o quanto a área de SMS é importante para o negócio, pois as empresas sabem que precisam tomar atitudes conseqüentes em face das questões sócio-ambientais que hoje são uma preocupação de toda a sociedade”, diz Pedro Burlandy.
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Macroplan apóia estratégia para PPA 2008-2010 do Sebrae SP

O Sebrae de São Paulo concluiu, no final de agosto, com o apoio da Macroplan, a elaboração do seu Plano Plurianual (PPA) para o horizonte 2008-2010, totalizando um orçamento de R$ 642,6 milhões para o período, o maior do Sistema Sebrae.
No novo PPA foram priorizados programas e projetos que vão diversificar e ampliar o uso de canais de atendimento remoto e virtual para o acesso do público alvo ao conhecimento do Sebrae. Segundo o diretor associado da Macroplan e coordenador do projeto, Renato Naegele, essas mudanças são parte importante da estratégia do Sebrae-SP para cumprir o objetivo de fortalecer o relacionamento com as micro e pequenas empresas (MPEs) e empreendedores e promover a massificação do acesso aos produtos e serviços. “O Sebrae de São Paulo possui um público de 5 milhões de clientes potenciais. Em 2010 serão 7,1 milhões. Para atender esse grande universo de empreendedores é preciso disponibilizar produtos e serviços em grande escala utilizando as novas tecnologias disponíveis. É uma forma de atender mais e melhor”, afirmou.

O PPA 2008-2012 também dá destaque à inovação nas MPEs, com projetos que visam estimular a inovação como fator de diferenciação e competitividade. Outro destaque é o apoio à regulamentação da Lei Geral das MPEs no Estado de São Paulo e nos municípios.

Com as novas estratégias, o Sebrae-SP espera aumentar a taxa de sobrevivência das micro empresas atendidas e ampliar a geração e manutenção de empregos no Estado, uma vez que as MPEs paulistas respondem por 98% dos estabelecimentos, 67% das ocupações e 28% do faturamento no Estado.

O planejamento da atuação do Sebrae SP junto às micro e pequenas empresas, assim como a definição de diretrizes e prioridades estratégicas da organização para os próximos três anos envolveu os diretores, gerentes executivos e 60 gerentes da Organização. “Houve um importante avanço na consistência e na qualidade do processo de planejamento, que se refletiu na carteira de projetos”, afirmou o consultor da Macroplan Leonardo Cassol.

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Mudança climática e sustentabilidade ambiental trazem novos desfios para PD&I na agropecuária

Manter uma posição de liderança na geração de tecnologia voltada para a agroenergia e contribuir para o uso sustentável da biodiversidade. Estes são alguns dos grandes desafios das organizações de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para o agronegócio e o desenvolvimento rural sustentável brasileiro para os próximos 15 anos, segundo 80 especialistas convidados pela Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), entidade vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As opiniões dos especialistas foram colhidas entre os dias 17 e 19 de setembro pela Macroplan, contratada pela RIPA para revisar, atualizar e aprofundar os cenários traçados em 2002 e apontar as alternativas possíveis para a trajetória do setor para o horizonte 2007-2023. Passados cinco anos desde a elaboração dos cenários, os especialistas alertam que o Brasil precisa estar mais preparado para o desenvolvimento do mercado mundial de agroenergia, apontado como um dos principais temas emergentes com implicações estratégicas para a área de PD&I para o agronegócio. Estima-se que, em 2025, o consumo mundial de etanol será de 225 bilhões de litros, 32,4% a mais do que em 2002, quando o consumo foi de 152 bilhões de litros em todo o mundo. No Brasil, a produção estimada de etanol para 2017 é de 38,6 bilhões de litros, mais do que o dobro da produção de 2005. “A agroenergia oferece ao Brasil a oportunidade ímpar de ser protagonista em tecnologia específica para o setor e, por isso mesmo, exigirá um esforço concentrado do seu sistema de pesquisa”, comentou o diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto, lembrando ainda que o uso de biomassa, sobretudo a cana-de-açúcar, tem sido cada vez mais valorizado para a co-geração de energia elétrica no Brasil e no mundo. O presidente da Macroplan alerta ainda que a componente ambiental será cada vez mais importante para o desenvolvimento do setor. “As tecnologias desenvolvidas deverão estar em conformidade com as novas exigências sócio-ambientais. A crescente conscientização ambiental, motivada por maior visibilidade dos efeitos das mudanças climáticas, será uma condicionante importante da atuação do sistema de pesquisa agropecuária no Brasil e também das empresas que exploram recursos naturais”, afirmou. Segundo o estudo de cenários que está sendo desenvolvido com o apoio da Macroplan, a área de pesquisa para o agronegócio será positivamente influenciada pela expansão e pela mudança do perfil da demanda mundial de alimentos, impulsionadas pelo crescimento e envelhecimento da população mundial nas próximas duas décadas. Pelos cálculos da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção mundial de carnes em 2015 alcançará 317,4 milhões de toneladas e a produção de soja, 227 milhões de toneladas na safra de 2015/2016. O Brasil, a Argentina e os EUA representarão 85% desta produção mundial. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que ainda possui grandes extensões de terras agricultáveis que poderão ser incorporados ao seu mapa agrícola. Nesse sentido, o desafio da pesquisa agropecuária não apenas no Brasil, mas também em boa parte do mundo, é contribuir para o aumento da produtividade agrícola e garantir a conformidade da produção em relação a um mercado consumidor cada vez mais exigente”, afirmou Rodrigo Ventura, consultor da Macroplan e coordenador do novo estudo de cenários do ambiente de PD&I para o agronegócio e o desenvolvimento rural sustentável. Os especialistas ouvidos pela consultoria apontam ainda que o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA) deverá adotar um posicionamento cada vez mais orientado para o mercado global, tendo em vista o aproveitamento das oportunidades que serão trazidas pelo contexto internacional nas próximas décadas. “O Brasil construiu, nos últimos anos, grande expertise em geração de tecnologias para a agricultura tropical, com aplicação concentrada à realidade nacional ou regional. Para o futuro, um dos grandes
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Macroplan amplia atuação em Gestão da Tecnologia & Inovação

“Cada vez mais as empresas precisam ser inovadoras para poder competir e garantir a sua sustentabilidade a longo prazo” Com esta frase o diretor da Macroplan José Paulo Silveira, destacou a mais nova etapa do trabalho da consultoria que, em 2007 ampliou expressivamente a atuação da empresa na gestão estratégica da tecnologia & inovação junto a empresas privadas e públicas do país. Entre as organizações que este ano contrataram a Macroplan para projetos de gestão de tecnologia e inovação estão a Suzano Papel e Celulose, Suzano Petroquímica, Petrobras/Cenpes Área Ambiental e Embrapa. Considerada uma área de conhecimento em ascensão, em virtude de seu elevado potencial de impacto sobre a competitividade e sustentabilidade dos negócios, a gestão estratégica da tecnologia & inovação combina elementos de planejamento e visão de longo prazo com técnicas modernas de gestão de projetos tecnológicos. Segundo o diretor da Macroplan, é preciso que a inovação seja tratada como um dos vetores do processo de gestão, com estratégia, método, projetos, formação de Recursos Humanos e ferramentas de apoio a gestão. Para José Paulo Silveira, os investimentos em gestão de tecnologia & inovação sempre trazem retorno para as empresas. “O resultado se traduz em melhoria do desempenho financeiro através de produtos, processos e serviços adequados ao mercado e com valor agregado superior a de seus concorrentes”, afirmou. Um dos exemplos apresentados pelo diretor é o trabalho que a Macroplan vem desenvolvendo junto à Embrapa, com uma leitura dos desafios internos e externos futuros, na definição das prioridades e na elaboração de planos estratégicos para 2010 e 2023, com visões de médio e longo prazos. “O trabalho possibilitará à Embrapa ter melhores condições para agregar ainda mais competitividade e sustentabilidade ao agronegócio brasileiro” afirmou o consultor da Macroplan e coordenador do projeto Gustavo Morelli. Contratada pela Suzano Papel e Celulose, a Macroplan vem apoiando a implantação de métodos e ferramentas de gestão estratégica para aumentar a capacidade de inovação da empresa e contribuir para melhorias no desempenho baseadas na inovação. Na Suzano Petroquímica a Macroplan está avaliando a gestão tecnológica como base para acelerar o ritmo de geração de novos produtos e para a melhoria de processos. Com a decisão de reestruturar a carteira de projetos tecnológicos da área ambiental, o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) também contratou a Macroplan para atuar em quatro de seus programas: Programa de Meio Ambiente (Proamb), da Área Tecnológica Ambiental (Atamb), do Programa de mitigação dos Efeitos Climáticos (Poclima) e da Área Tecnológica de Bioteconlogia (Atbio). “Em todos os trabalhos desenvolvidos pela Macroplan o objetivo é propiciar às organizações métodos de gestão estratégica que aumentem a sua capacidade de inovação e contribuam para o aumento de sua competitividade”, afirmou o diretor associado da Macroplan, Glaucio Neves. Segundo ele seja para o desenvolvimento de um novo produto, ou para a escolha de novos equipamentos e sistemas de produção, o sucesso depende essencialmente da forma como a tecnologia é gerida.
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Embrapa contrata Macroplan para definir plano de longo prazo

Maior empresa de pesquisa do País, 100% brasileira, a Embrapa está se preparando para atuar em um novo cenário global, pautado pelos impactos das mudanças climáticas nas atividades produtivas, pela crescente produção de agroenergia e pelo desafio da sustentabilidade e da utilização de novas tecnologias. Atenta à necessidade de atuar em um ambiente cada vez mais dinâmico, a Embrapa está definindo novos objetivos estratégicos de médio e de longo prazos. Para entrar neste novo terreno, a Embrapa contratou, através de um processo de licitação que priorizou a melhor técnica, a consultoria Macroplan para apoiar a empresa e suas 41 unidades descentralizadas na elaboração de seus planos diretores para o horizonte 2008-2011-2023. Uma das principais inovações deste projeto é a introdução da visão de longo prazo (2008-2023), que estará apoiada na contrução de cenários do ambiente de atuação das instituições de PD&I para o agronegócio.
“A Embrapa tem uma trajetória de sucesso. Desde 1973 até os dias atuais ela tem contribuído sobremaneira para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Contudo, os desafios e as exigências se ampliaram e o êxito da passado não garantirá respostas adequadas aos desafios do futuro”, afirmou o consultor da Macroplan, Gustavo Morelli, coordenador do projeto. Segundo ele, a busca da sustentabilidade econômica, social e ambiental das atividades produtivas, os impactos das mudanças climáticas nas atividades produtivas, assim como a produção de agroenergia e as possibilidades de inovação que se abrem a partir da junção de novas áreas do conhecimento, como a bionanotecnologia, são algumas das novas peças do jogo no qual a Embrapa atuará daqui para a frente.

“O trabalho da Macroplan consiste em apoiar a Embrapa na leitura deste novo ambiente, na identificação dos seus principais desafios internos e externos, na definição das prioridades, na transformação destas informações em um plano, com visão de longo e médio prazos, e na construção de metodologia de monitoramento dos cenários externos e dos resultados alcançados, de modo a permitir a atualização permanente dos desafios, das prioridades e de seus planos”, afirmou a consultora da Macroplan, Andréa Belfort.

O desafio da Embrapa é resumido pelo diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto. “Para fazer frente a este novo cenário, em especial à inovação tecnológica, são necessárias inovações organizacionais e gerenciais na empresa. Será importante a Embrapa se tornar um ´player´ global no âmbito da pesquisa agropecuária, em especial no chamado mundo tropical, e aprimorar as suas tecnologias. O desafio passou a ser global”, concluiu Porto.

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Cenários apontam tendências para inovação do agronegócio brasileiro

“O fortalecimento do Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), a cooperação tecnológica de instituições de C&T com empresas e organizações das cadeias produtivas e o avanço dos mecanismos de defesa da propriedade intelectual e de gestão do conhecimento irão resultar na melhoria significativa da pesquisa agropecuária, agroindustrial e agroflorestal e serão estratégias determinantes para o agronegócio se consolidar como um dos principais vetores do desenvolvimento econômico e social do Brasil em 2023”. Esta é uma das conclusões do recém-lançado estudo “Cenários do Ambiente de Atuação das Instituições Públicas e Privadas de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) para o Agronegócio e o Desenvolvimento Rural Sustentável Brasileiro no Horizonte 2023”, desenvolvido pela Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica (RIPA) com a consultoria da Macroplan.
O projeto envolveu a participação de cerca de 200 técnicos e especialistas diretamente ligados ao setor e a realização de entrevistas e consultas junto a 120 especialistas com notório conhecimento e vinculados às diversas instituições que congregam o SNPA. O estudo da RIPA resultou em quatro cenários distintos para o ambiente de PD&I voltado ao agronegócio brasileiro para os próximos 16 anos que revelam futuros plausíveis e mostram tanto possibilidades de êxito, quanto risco de declínio. Cada cenário foi quantificado e regionalizado, contando ainda com um mapeamento de oportunidades, ameaças e diretrizes estratégicas para o setor. Segundo o consultor da Macroplan, Rodrigo Ventura, os cenários vão permitir a antecipação de tendências e alternativas de futuro, possibilitando ao SNPA identificar os riscos e melhorar o processo de tomada de decisões. “O objetivo deste estudo é construir uma visão de futuro do contexto da PD&I para o agronegócio, oferecendo subsídios ao processo de planejamento estratégico das instituições públicas e privadas que compõem o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária”, diz o consultor.

O cenário 1 (Expansão Integrada com Inserção Global ) – o mais otimista – prevê crescente inserção do SNPA nas redes mundiais de PD&I e de negócios. O sistema também é alvo de um fluxo contínuo e crescente de investimentos públicos e privados. Neste cenário o País fortalece sua posição na produção de agroenergia e biomateriais, assumindo posição de vanguarda na geração de tecnologias voltadas ao setor.

A adoção de formas ágeis de governança no Estado brasileiro, focada na obtenção de resultados para a sociedade, repercute também na esfera das instituições públicas de pesquisa científica. O setor se beneficia da execução de políticas agrícolas modernas e eficazes, caracterizadas pela ativa presença do Estado na regulação.

Outra possibilidade otimista é o cenário 2 (Expansão Integrada com Inserção Regional) Apesar do contexto internacional desfavorável , o Brasil experimenta um processo de gradual e persistente modernização de seu parque produtivo e consegue acelerar seu ritmo de crescimento econômico.

Beneficiando-se do dinamismo do mercado interno e da demanda internacional por agroenergia e biomateriais, o agronegócio brasileiro registra crescimento elevado e com crescente diversificação em 2023. Com isso, a demanda por pesquisa agropecuária, agroindustrial e agroflorestal cresce significativamente. Já no campo ambiental, o avanço científico e o desenvolvimento de tecnologias tropicais incentivam uma maior sustentabilidade no uso da biodiversidade, o que contribui para um impacto pouco significativo das mudanças climáticas sobre a produtividade agrícola e o uso da terra nas diferentes regiões do País.

Mais pessimista é o cenário 3 (Expansão setorizada com inserção em nichos). Neste cenário o SNPA não aproveita o contexto externo favorável e tem uma expansão limitada a alguns segmentos específicos, com inserção internacional restrita às cadeias produtivas mundialmente competitivas e baixa sustentabilidade no uso da biodiversidade. A presença deficiente do Estado na regulação e indução do desenvolvimento inibe a competitividade e a capacidade de inovação nas empresas do agronegócio, que restringem sua atuação ao mercado internacional. Há um fluxo descontínuo e decrescente de investimentos públicos em PD&I e graves disparidades regionais e setoriais em torno da qualidade dos serviços prestados pelas organizações públicas de pesquisa científica.
Neste quadro o Brasil perde posição de liderança na área de agroenergia e biomateriais, e vivencia uma degradação localizada e parcial da biodiversidade, com o uso pouco sustentável dos recursos naturais e o aumento dos conflitos em torno do uso da água em várias regiões

O cenário 4 (Desarticulação e Retrocesso) é o mais crítico. As adversidades trazidas por um macroambiente desfavorável, marcado principalmente pelo uso predatório da biodiversidade, são potencializadas internamente pelo crescente enfraquecimento e desarticulação do SNPA. O agronegócio brasileiro registra níveis decrescentes de produtividade e eficiência e o país não consegue garantir o suprimento equilibrado de produtos agropecuários, agroindustriais e agroflorestais. Há uma crescente degradação da biodiversidade.
Além da presença deficiente do Estado na regulação dos instrumentos e na indução do desenvolvimento rural sustentável, observa-se um processo de continuado enfraquecimento do SNPA , reflexo das dificuldades da inserção do Brasil nos mercados internacionais. Os investimentos públicos destinados à PD&I são escassos e decrescentes e os fundos setoriais são transformados em instrumento de barganha política A iniciativa privada também não encontra estímulos para investir significativamente em PD&I no agronegócio brasileiro, diante de um contexto de instabilidade regulatória, estagnação dos mecanismos de incentivo à pesquisa e de defesa da propriedade intelectual.

?Os cenários indicam que o Brasil terá importantes oportunidades ofertadas principalmente pelo contexto mundial até 2023, mas revelam também que o ambiente de PD&I do Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer até alcançar o patamar onde se encontram países emergentes como China, Índia e Coréia do Sul? alerta o diretor da Macroplan, Claudio Porto. Ele lembra que o total de investimentos em CT&I registrados no Brasil no período de 2000 a 2005 apresentou crescimento de US$ 5,6 bilhões. Porém, quando medido em percentual do PIB este montante foi reduzido, no mesmo período, de 1,22% para 1,12%. O volume de recursos investidos em PD&I no Brasil em 2005 ? US$ 14 bilhões ? também se mostrou bastante inferior ao que foi investido pela China no mesmo período (US$ 136 bilhões) alerta o diretor.

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