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Governo do Rio conclui Plano Estratégico

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Atração de investimentos é prioridade na estratégia Reconstrução da gestão pública estadual, reconquista da segurança pública e da cidadania e articulação e promoção de investimentos. São estes os vértices de um triângulo que encerra a síntese do gigantesco desafio enfrentado pelo estado do Rio nos próximos anos. Estes são também os pilares do Plano Estratégico (PE) do governo do Rio de Janeiro para o período 2007-2010, lançado no último dia 08/11, em solenidade no palácio da Guanabara. O evento contou com a presença do governador Sérgio Cabral, secretários do governo estadual, lideranças políticas, empresários e diversos representantes da sociedade e dirigentes da Macroplan. Além de anunciar o PE, o governo estadual pactuou os acordos de resultados para os projetos do aeroporto de Cabo Frio, de Barra do Furado, da Comperj, do Complexo do Açu, MMX, da ThyssenKrupp, CSA, Companhia Siderúrgica e da Votorantim. Esses seis projetos já estão estruturados e seus gerentes também já foram designados. O PE do Rio foi construído por toda a equipe do governo, sob a coordenação da secretaria de Planejamento e Gestão, e contou com a consultoria e o apoio técnico da Macroplan. Além dos grandes empreendimentos previstos, o governo executará nos próximos três anos um conjunto de 43 projetos estratégicos considerados de alta prioridade, através de um esforço conjunto com a sociedade. Todos os projetos estão orientados para uma visão de futuro que prevê um Rio de Janeiro como “um lugar único para se viver e investir: próspero, seguro, ambientalmente sustentável, onde educação e cultura serão valores inquestionáveis e transformadores”. Para apoiar a elaboração desta visão de futuro a Macroplan delineou para o governo do Estado quatro cenários futuros e realizou ainda pesquisas e oficinas de trabalho, com a participação de representantes de diversos segmentos da sociedade. Oito grandes entregas à sociedade, até 2010, foram desdobradas desta visão de futuro. A primeira compreende um substancial desenvolvimento do ambiente de negócios e a promoção da liderança do setor de ciência, tecnologia e inovação nas vocações econômicas do estado. A segunda prevê um expressivo aumento de qualidade da educação pública, a intensificação da qualificação profissional orientada para o mercado e o aumento da inclusão social. A terceira prevê o acesso à atenção básica pré-hospitalar 24 horas e hospitalar, em rede integrada, de qualidade e humanizada. A quarta compreende a expansão e a melhoria da infra-estrutura e da logística de transportes, com destaque para a implantação do arco metropolitano. A quinta anuncia a reorientação das políticas de urbanização, incluindo a integração de favelas ao tecido urbano e a integração “modal e intermodal”do transporte de massa. A sexta se refere à expansão do sistema de saneamento, incluindo a área de competência direta do Estado e a articulação com os municípios, além da implantação dos projetos da região metropolitana e Baixada Fluminense. A sétima compreende a recuperação dos grandes passivos ambientais do estado e, finalmente, a oitava anuncia o crescimento econômico diversificado e geograficamente equilibrado do estado. Atração de investimentos é prioridade A meta do governo é tornar o Rio de Janeiro o maior receptor de investimentos do País em relação ao PIB e com a melhor relação entre custos e benefícios para o conjunto de empresas, para o governo e para a sociedade até 2010. Para fazer frente a este desafio o governo estadual vai aplicar uma nova estratégia de promoção de investimentos, elaborada com o apoio da Macroplan, com foco na promoção competitiva de investimentos, na qual o incentivo fiscal é um elemento acessório. Neste modelo as estratégias de atração de investimentos são ainda agrupadas por setores produtivos e regiões. “O novo modelo de atração de investimentos que será executado no Rio de Janeiro tem uma complexidade grande e uma abordagem nova e diferenciada. O incentivo fiscal há muito deixou de ser um fator diferencial para governos estaduais. Só quem ganha com o benefício fiscal são as empresas”, comentou o diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto. Segundo Porto os benefícios fiscais não deixarão de existir no Rio, contudo, o governo irá implementar programas de incentivos com exigência de retorno. Para implementar estes novo modelo de atração de investimentos a Macroplan elaborou uma estratégia de profissionalização da gestão para o governo estadual. Uma das propostas é a montagem de redes de gerentes para atender a iniciativa privada. “Esta estratégia reduz o tempo para a viabilização de um investimento e seus custos de transação. O instrumento para isso são os projetos gêmeos, que são projetos de apoio à iniciativa privada conduzidos pelo governo e que tem o projeto principal como âncora. O governo passa a trabalhar o entorno”, comentou o consultor da Macroplan e coordenador do projeto, Mauro Lourenço. Outra estratégia para aumentar investimentos privados no estado, segundo ele, é a disponibilização de estudos com informações estratégicas e disponibilizadas em rede para o setor produtivo. Durante o lançamento do PE representantes do governo e da iniciativa privada apresentaram análises e prognósticos otimistas para os planos do governo estadual. Todos comungavam da convicção de que o Rio dará um salto significativo a partir das ações do governo e da atração e retenção de investimentos privados no estado. Para o presidente da Macroplan, Claudio Porto, o maior interesse do governo do Rio com o Plano Estratégico de Desenvolvimento é melhorar a qualidade de vida da população: “O grande mérito do Plano é a sua pluralidade de objetivos, temas diversos que se complementam na tentativa de melhorar a qualidade de vida da população e promover o crescimento da economia”, comentou.

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