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Mudança climática e sustentabilidade ambiental trazem novos desfios para PD&I na agropecuária

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Manter uma posição de liderança na geração de tecnologia voltada para a agroenergia e contribuir para o uso sustentável da biodiversidade. Estes são alguns dos grandes desafios das organizações de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PD&I) para o agronegócio e o desenvolvimento rural sustentável brasileiro para os próximos 15 anos, segundo 80 especialistas convidados pela Rede de Inovação e Prospecção Tecnológica para o Agronegócio (RIPA), entidade vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). As opiniões dos especialistas foram colhidas entre os dias 17 e 19 de setembro pela Macroplan, contratada pela RIPA para revisar, atualizar e aprofundar os cenários traçados em 2002 e apontar as alternativas possíveis para a trajetória do setor para o horizonte 2007-2023. Passados cinco anos desde a elaboração dos cenários, os especialistas alertam que o Brasil precisa estar mais preparado para o desenvolvimento do mercado mundial de agroenergia, apontado como um dos principais temas emergentes com implicações estratégicas para a área de PD&I para o agronegócio. Estima-se que, em 2025, o consumo mundial de etanol será de 225 bilhões de litros, 32,4% a mais do que em 2002, quando o consumo foi de 152 bilhões de litros em todo o mundo. No Brasil, a produção estimada de etanol para 2017 é de 38,6 bilhões de litros, mais do que o dobro da produção de 2005. “A agroenergia oferece ao Brasil a oportunidade ímpar de ser protagonista em tecnologia específica para o setor e, por isso mesmo, exigirá um esforço concentrado do seu sistema de pesquisa”, comentou o diretor presidente da Macroplan, Claudio Porto, lembrando ainda que o uso de biomassa, sobretudo a cana-de-açúcar, tem sido cada vez mais valorizado para a co-geração de energia elétrica no Brasil e no mundo. O presidente da Macroplan alerta ainda que a componente ambiental será cada vez mais importante para o desenvolvimento do setor. “As tecnologias desenvolvidas deverão estar em conformidade com as novas exigências sócio-ambientais. A crescente conscientização ambiental, motivada por maior visibilidade dos efeitos das mudanças climáticas, será uma condicionante importante da atuação do sistema de pesquisa agropecuária no Brasil e também das empresas que exploram recursos naturais”, afirmou. Segundo o estudo de cenários que está sendo desenvolvido com o apoio da Macroplan, a área de pesquisa para o agronegócio será positivamente influenciada pela expansão e pela mudança do perfil da demanda mundial de alimentos, impulsionadas pelo crescimento e envelhecimento da população mundial nas próximas duas décadas. Pelos cálculos da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a produção mundial de carnes em 2015 alcançará 317,4 milhões de toneladas e a produção de soja, 227 milhões de toneladas na safra de 2015/2016. O Brasil, a Argentina e os EUA representarão 85% desta produção mundial. “O Brasil é um dos poucos países do mundo que ainda possui grandes extensões de terras agricultáveis que poderão ser incorporados ao seu mapa agrícola. Nesse sentido, o desafio da pesquisa agropecuária não apenas no Brasil, mas também em boa parte do mundo, é contribuir para o aumento da produtividade agrícola e garantir a conformidade da produção em relação a um mercado consumidor cada vez mais exigente”, afirmou Rodrigo Ventura, consultor da Macroplan e coordenador do novo estudo de cenários do ambiente de PD&I para o agronegócio e o desenvolvimento rural sustentável. Os especialistas ouvidos pela consultoria apontam ainda que o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA) deverá adotar um posicionamento cada vez mais orientado para o mercado global, tendo em vista o aproveitamento das oportunidades que serão trazidas pelo contexto internacional nas próximas décadas. “O Brasil construiu, nos últimos anos, grande expertise em geração de tecnologias para a agricultura tropical, com aplicação concentrada à realidade nacional ou regional. Para o futuro, um dos grandes

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