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Plano para fazer Campina crescer

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Estratégia. Propostas pretendem dobrar renda per capita e incluir a cidade no ranking das 20 maiores do Brasil

Dobrar a renda per capita, superar o racionamento de água, ampliar a cidade universitária e entrar no ranking das 20 cidades mais empreendedoras. Estas são algumas das 35 metas do Plano Estratégico de Desenvolvimento de Campina Grande 2035, apresentado ontem em uma sessão especial  da Câmara Municipal,na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (Fiep).

O plano abrange outras cinco cidades da região metropolitana (Lagoa Seca, Massaranduba, Fagundes, Queimadas e Boa Vista) que terão suas realidades impactadas e cinco áreas fundamentais em que o município poderá explorar potencialidades e superar as defi ciências.

O prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), destacou a importância de se planejar uma cidade a longo prazo. “Quando não se tem um planejamento, se acaba andando em círculos e voltando para o mesmo local. Sabe-se que quem planejou, acertou mais e os grandes desafios dos municípiosbrasileiros hoje é que temos muito menos recursos e uma sociedade muito mais exigente”, afirmou.

Projeto é ambicioso

Para o economista e consultor Claudio Porto, que liderou uma equipe na elaboração do plano, ‘Campina Grande 2035’ é um projeto ambicioso, mas viável. “A questão é aproveitar o máximo as potencialidades que temos, porque podemos em vinte anos nos tornar uma cidade duas vezes mais rica e três vezes menos pobre, alcançando um nível de qualidade de vida de alto padrão”, explicou.

Ele citou os principais desafios a longo prazo do plano, e medidas mais urgentes a serem aplicadas. “Um desafio fundamental é dobrar a renda per capita, que vai exigir muito esforço público e, sobretudo, do setor privado, que é quem gera mais empregos, mais impostos, mas é possível fazer isso. Maringá foi um município que dobrou a renda per capita em vinte anos e nós podemos ter isso, pois temos  potencialidades que nos permitem isso.Há também dois problemas que se precisa resolver de forma rápida que são a questão hídrica e a redução da criminalidade. É importante, urgente, e para se fazer a partir de agora”, destacou.

Acompanhamento

O presidente do Comitê Gestor do Plano, Renato Lago, afirmou que um observatório foi criado para acompanhar o desenvolvimento de todas as ações. “Resolvemos otimizar as classes produtoras da cidade de forma que nós não precisamos usar recursos públicos nem do município, nem do Estado. O plano foi gerido e financiado pela iniciativa privada. Nesse momento entregamos o plano com metas ousadas a serem cumpridas e estamos criando um observatório que ao longo dos vinte anos irá acompanhar, fiscalizar e cobrar que essas diretrizes do plano sejam cumpridas”, pontuou.

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