Brasil Energia

Fatores estruturais contribuem para queda de custos de eólicas, avalia Macroplan.

Por Livia Neves.
Custo de produção de energia solar está caindo de forma consistente e contínua no
mundo inteiro, avalia Claudio Porto

As fontes eólica e solar chegaram aos menores preços do histórico brasileiro nos leilões de energia nova
A-4 e A-6, ambos realizados em dezembro. Nesta rápida entrevista à Brasil Energia, o presidente da
consultoria Macroplan, Claudio Porto, comenta os fatores e estratégias que justicam as quedas de
custos das fontes. Para ele, avanços tecnológicos contribuem para a redução de custos eólicos, enquanto
que a solar vem apresentando diminuição consistente e contínua nas despesas de produção.
Muitos empreendedores têm atribuído a queda de custos da fonte eólica à competição na indústria,
que estava com linhas de produção ociosas. Há outros fatores, não conjunturais, que ajudam a explicar
a queda de preços da fonte?

Certamente. Entre os fatores estruturais destaco os avanços tecnológicos que estão acelerando e
também contribuem muito para a redução de custos da eólica. Além disso, no mundo inteiro há um forte
estímulo à expansão de energias renováveis (restrições ambientais). Os estímulos são fortemente
direcionados à energia eólica – fonte cujo aproveitamento tem um prazo de maturação muito menor do
que a geração hídrica. No Brasil, há ainda um fator não conjuntural, a meu ver, que é a crescente
dependência da região Nordeste em relação à energia eólica (em virtude da crescente indisponibilidade
de água do São Francisco para geração hídrica). Para melhor dimensionar essa dependência, em
20/7/2017 cerca de 65% da energia consumida no Nordeste veio de fonte eólica, segundo o ONS. Até
2009, a fonte amplamente dominante era hídrica. A perspectiva de demanda rme ajuda a manter alta
escala de produção e, com competição e melhorias tecnológicas, o custo tende a cair.
No caso da solar, a queda de preços também está ligada à queda de custos dos equipamentos? O que
mais entra nesta equação?

O custo de produção de energia solar está caindo de forma consistente e contínua no mundo inteiro. A
estimativa é que, até 2025, o custo por KW solar em residências cairá 2,5 vezes em comparação aos de
2012. Essa corrida pela redução de custos (efeitos escala e novas tecnologias) visa dar maior
competitividade à energia solar – uma fonte super limpa – em comparação com as demais. O Brasil, que
tem grande potencial para geração de energia solar, tem tudo para se beneciar com esse movimento. E
os grandes players internacionais já perceberam a atratividade do Brasil: nosso setor elétrico é bem
organizado e regulado, há um grande potencial para expansão da demanda. O poder nanceiro dos
grandes players estrangeiros pode acelerar a expansão da oferta de energia solar. É necessário, contudo,
que mantenhamos uma boa capacidade regulatória.
Alguns empreendedores também mencionam a possibilidade de adiantar a operação das usinas para
vender energia no mercado livre. Essa é uma estratégia viável para todos? A transmissão pode ser um
gargalo?

Em uma primeira análise, essa me parece ser uma boa estratégia de curto prazo, especialmente se a
economia continuar aquecendo. A transmissão pode ser um gargalo, além de restrições de
disponibilidade e na velocidade de expansão (há muitas obras atrasados ou simplesmente paralisadas),
boa parte da rede está “ficando velha”, logo suscetível a falhas e problemas mais frequentes. No médio e
longo prazos talvez não funcione pois as mudanças em curso no setor elétrico provocarão mudanças
crescentes na configuração do sistema com a multiplicação e diversicação da geração e consumo
distribuídos.

Tribuna do Norte

Propostas são amargas e também indispensáveis, considera Claudio Porto

Para o economista e diretor da Macroplan Consultoria, Claudio Porto, as medidas propostas pelo governo do Estado no pacote do ajuste fiscal são indispensáveis e urgentes para evitar que o Estado afunde mais na crise e se transforme definitivamente em um” novo Rio de Janeiro”. “Só lamento que estas medidas de ajuste tenham vindo tão taridamente”, observa Porto. O Rio Grande do Norte está, analisa ele, em situação de emergência fiscal, financeira e operacional. Desde 2014, quando foi lançado o Mais RN já destacava que este ajuste é essencial para que o Estado retome o caminho do crescimento.

Além de vários documentos do Mais RN, ele lembra que especialistas e lideranças potiguares ressaltaram , desde 2014, a urgência de se buscar o equilíbiro fiscal do Estado. ” Não foi por omissão, por falta de aviso ou de propostas concretas por parte do empresariado, sob a liderança do presidente da Fiern, Amaro Sales, que o governo do Estado demorou tanto a agir”, avalia Claudio Porto.

Um dos pilares do Mais RN está na consolidação de um Estado eficiente e com instituições de qualidade. A agenda do documento é muito clara e enfática a respeito. Além de um amplo pacto pelo desenvolvimento do Rio Grande do Norte o plano propõe 18 metas indicativas e estratégias para a consolidação de um Estado eficiente e qualificação das insituições. Dessas, as oito primeiras referem-se ao ajuste fiscal e à melhoria da gestão pública no Estado.

O pacote é composto por 18 projetos que serão votados pela ALRN esta semana. O governo alega que precisa de uma redução de R$90 milhões na folha de pagamentos para ficar abaixo do limite da LRF. A folha bruta hoje é de R$455 milhões.

As propostas que tratam sobre o funcionalismo público são, na avaliação de Claudio Porto, “amargas e também indispensáveis” e sua aprovação dará um alívio na pressão sobre o caixa do Tesouro Estadual. “Sei que isso implica em certa perda para o os funcionários públicos, mas é vantajoso para eles: é trocar uma perda maior ( não receber salários ou, quando receber, só com grandes atrasos) por perder “algumas vantagens” ( que podem virar miragens com a falência do Estado)”, observa. O Estado do espírito Santo é um exemplo dde como essa política de pessoal funciona bem por lá.

Investimento e gasto público

Há cerca de uma década o governo do estado vive com as contas no limite prudencial e – apesar do crescimento na arrecadação tributária – destina um percentual ínfimo para investimento. Para aumentar esta capacidade de investimentos públicos, condição essencial é reduzir o custeio da máquina pública, em caráter estrutural. Neste sentido, além de alcançar e manter o  equilíbrio fiscal e financeiro do Estado, é fundamental melhorar a qualidade e a produtividade do gasto público potiguar.

Segundo Porto, há muito espaço para realizar economias.. Três breves exemplos: no ensino médio, o custo do aluno na rede pública potiguar subiu 90% entre 2009 e 2017, mas a nota do IDEB permanece estaganada em 2,8. “Ou seja, o custo quase que dobrou mas o desempenho não melhorou  nada”, observa.

Em 2016 , a despesa empenhada pelo Poder Legislativo, dividida pela população, foi de R$104,09, que foi 36% maior do que a média do Nordeste. E, por último, o Poder Judiciário do Rio Grande do Norte foi o mas caro per capta: custou R$223,38 a cada cidadão potiguar, enquanto cada cearense pagou pela Justiça de seu Estado uma média de R$117,00.

Um poder estadual pobre e falido como o do Rio Grande do Norte não pode mais sustentar custos tão elevados. Reduzir o custeio para investir no desenvolvimento e melhoria de vida dos potiguares não é so uma questão de eficiência econômica mas a essa altura é também um imperativo de equidade e justiça social”, enfatiza o economista Claudio Porto.

Repasse aos demais poderes

O plano de desenvolvimento estratégico para o RN 2015-2035, Mais RN, propõe um amplo pacto pelo desenvolvimento econômico e social do Estado. Para construir uma economia competitiva, diz o texto, “os poderes públicos Estaduais e Municipais e as principais lideranças e atores políticos, empresariais e da sociedade do RN precisarão realizar um grande esforço coordenado visando também um ambiente favorável ao ajustes fiscal, à melhoria da gestão, à redução de pressões corporativistas sobre os recursos públicos, à captação e alavancagem de recursos externos, à concretização de investimentos públicos e promoção dos privados”.

Para Claudio Porto é preciso construir uma solidariedade institucional e financeira entre todos os poderes e também com os agentes privados e o funcionalismo público. Caso contrário, adverte ele, o “Rio Grande do Norte não sai do buraco”>

Previdência

O Mais RN já sugeria, em 2014, uma estratégia específica para a Previdência Estadual – “Previdência, Preparação ativa para negociação ativa entre Estados e União ” – com base na constatação de que havia “crescente deterioração da Previdência estadual, sem possível solução em 20 anos pelo regime próprio da Previdência Social, criado em 2005.

As medidas agora propostas ( pelo governo do RN) são amargas mas indispensáveis e sua aprovação dará um alívio sobtre a pressão sobre o caixa do tesouro Estadual. Mas não são suficientes nem para o RN, nem para qualquer outro Estado da Federação”, pondera o economista, para quem é preciso equacionar o financiamento da transição do custo do regime previdenciário atual para o futuro. A interveniência do governo Federal neste campo não só é necessária, segundo ele, mas decisiva.

O Mais RN já havia diagnosticad, em 2014, ao recomendar : “consolidar informações robustas sobre o regime próprio da Previdência Social no Rio Grande do Norte, elaborar e viabilizar plano para promover seu equilíbiro atuarial”, para negociar com o governo Federal.

Venda de ativos e ações da Potigás

Sobre a venda de ativos e ações, o economista e diretor da Macroplan, Claudio Porto, porntua que o saldo líquido ( potencial) de vantagens é muito grande. “Manter um ativo econômico sem explorar direito, nem ter capacidade de investir é contratar prejuízo para o Estado e para os clientes e cidadãos”, afirma. esses ativos, nas mãos de empresas privadas vão gerar e distribuir muito mais riqueza”, acrescenta.

Além disso, explica Porto, “vão ficar livres de “uma praga” quase generalizada no setor público brasileiro: a ocupação política dessas empresas e instituições públicas. “Só vejo dois riscos. O primeiro, o de vender “na bacia das almas”, a preço vil, se houver grande pressa. Outro risco é o governo “torrar” o que foi arrecadado com novos custeios, pontua o economista

 

Época Negócios

Veja as melhores (e as piores) 100 grandes cidades do Brasil

Veja as melhores (e as piores) 100 grandes cidades do Brasil

Na lista, praticamente metade das cidades mais populosas estão na região Sudeste.

Maringá, no Paraná, é a melhor cidade grande do país, de acordo com estudo realizado pela consultoria Macroplan. A cidade subiu no ranking, assim como os outros cinco municípios que aparecem na sequência: Piracicaba, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Franca e Campinas. Do ranking das dez primeiras, oito estão no estado de São Paulo. Apenas Maringá e Curitiba quebram essa hegemonia.

O estudo aponta que as cem cidades mais populosas do país representam 39% da população brasileira. Elas também são responsáveis por 50% do PIB e 54% dos empregos formais (que tem carteira assinada). No ranking total, a região Sudeste aparece com destaque: são 49 municípios, ou seja, praticamente a metade das cidades analisadas.

Para o levantamento, a consultoria analisou municípios com mais de 266 mil habitantes em 16 indicadores, divididos em quatro áreas: saúde, educação e cultura, segurança e saneamento e sustentabilidade. Esses indicadores receberam diferentes pesos: 35,3% para educação e cultura; 35,3% para saúde; 20,6% para infraestrutura e sustentabilidade e 8,8% para segurança. Com isso, o ranking foi formado por um índice que vai de 0 a 1, em que quanto mais próximo de 1, melhor é a condição de vida nessa cidade.

Separando por categorias, no ranking de educação, Piracicaba, São José do Rio Preto (ambas em SP) e Vitória (ES) obtiveram a melhor pontuação. No ranking de saúde, os três primeiros lugares ficaram com Montes Claros (MG), Curitiba (PR) e Palmas (TO). Em saneamento e sustentabilidade, Santos (SP), Maringá e Franca (SP) se destacaram. E em segurança, as primeiras posições foram para Taboão da Serra, São Bernardo do Campo e Mauá, todos municípios do estado de São Paulo.

Veja abaixo a lista completa das 100 maiores cidades:

 

Época

Dinheiro do petróleo chega a mais municípios. Eles saberão usar ?

AA produção no pré-sal aumenta a verba de petróleo para prefeituras. Mas, por onde passou, esse dinheiro deixou mais contas a pagar do que desenvolvimento

Na escola municipal Guaratiba, num bairro à beira-mar de Maricá, região metropolitana do Rio de Janeiro, pequenos estudantes chegam aos grupos, entre 7 horas e 8 horas da manhã. Vestidas com o uniforme azul-turquesa onde se lê ‘Maricá’ bordado na gola, as crianças entram e rumam para as primeiras atividades do dia. Vê-se que elas perderam boa parte do espaço do pátio para uma estrutura em módulos, improvisada, dentro da qual ocorrem aulas e outras atividades. São contêineres, usados também em outras escolas. A prefeitura recorre a eles há pelo menos três anos para acomodar o crescimento no número de alunos na rede, de 80% desde 2010. O improviso nas instalações não é o único problema. A rede municipal não atingiu as metas do Ministério da Educação para o estado no Índice de Desempenho da Educação Básica para o ensino fundamental. “Temos alunos no 7º ano que não sabem dividir”, diz uma profissional da rede, que pede anonimato. “As escolas estão inchadas. O governo quer aumentar as matrículas e ampliar o turno integral, mas não constrói escolas. As crianças têm de se revezar entre as aulas e atividades no pátio por falta de espaço.” Na lógica tradicional da política pública brasileira, tais falhas seriam atribuídas à falta de verba. Não é o caso. A receita de Maricá deverá encerrar o ano 60% maior que a de 2016, o oposto da maioria das prefeituras brasileiras, sufocadas pela queda na arrecadação causada pela crise. O município se tornou, neste ano, o principal recebedor de receitas pela exploração de petróleo. Nos últimos 12 meses, R$ 726 milhões irrigaram os cofres da prefeitura.Entram nessa conta dois tipos de verba: royalties e participações especiais (PE). Os royalties compensam municípios com orla de frente para a área explorada – a ideia é pagá-los pela extração de recursos naturais e por danos à natureza, possíveis ou reais. Já as PE servem para distribuir o lucro de campos ultraprodutivos, como Lula e Sapinhoá, alinhados com Maricá. Por causa dos trabalhos 200 quilômetros mar adentro, os dois tipos de recursos fluem para a cidade. Representam uma dinheirama para um município de 153 mil habitantes. Esse dinheiro novo deveria ser gasto de forma a construir benefício duradouro e aumentar o dinamismo econômico futuro da área – uma ponderação crucial, já que o petróleo é um recurso finito. Podem entrar numa lista ideal de investimentos projetos em muitas áreas, como educação, treinamento profissional, proteção ambiental, infraestrutura e atração de turistas (Maricá tem orla bonita e seis lagoas exuberantes, mas não se destaca como destino nobre de turismo). O dinheiro do petróleo, porém, vem tomando outro rumo.

A prefeitura de Maricá afirma investir essa verba ‘com responsabilidade’, promete prestar contas mais detalhadas até o fim do ano e divulgar ‘em breve’ um plano de investimentos para os próximos três anos. Três anos de horizonte é pouco e, até o momento, as realizações do poder municipal não inspiram.

As filhas do pedreiro Francisco Sales Santos estudam na escola Guaratiba. Ele não menciona como problemas o uso dos contêineres nem o ensino local fraco. Diz-se satisfeito com a prefeitura, sob gestões petistas há nove anos, porque as ruas estão sendo asfaltadas e a renda da família recebe reforço de R$ 130, graças ao programa de moeda social Mumbuca. “Compramos coisas para as meninas”, diz. Cidadãos e prefeitura seguem um roteiro já conhecido – e perigoso – em áreas sob efeito do petróleo. O dinheiro novo, além de não acarretar o benefício duradouro esperado, pode criar fontes de gastos permanentes, como inchaço do quadro de funcionários públicos.

O asfaltamento de ruas vem ocorrendo mesmo – completaram-se 500 quilômetros. Mas não faz parte de nenhum plano de longo prazo. “Não há rede de esgoto em vários bairros. Vamos ter de quebrar o asfalto novo na hora de trazer as tubulações?”, questiona outro morador, o aposentado Valdir Pacheco, de 63 anos, que vive em Maricá há 35. Uma em cada três casas não tem saneamento adequado, e as lagoas recebem esgoto sem tratamento. O promotor de justiça Leonardo Cuña atua em cidades campeãs de royalties há uma década e reconhece um padrão vicioso. “Há insistência em mostrar serviço, com obras que chamam a atenção, como asfalto e embelezamento da rua. Quando o dinheiro entra fácil, perde-se no planejamento deficiente.” O programa de renda mínima com a moeda social Mumbuca foi ampliado neste ano de 13 mil para 16 mil famílias, ou 40% da população, mais que os 33% enquadrados pelo IBGE abaixo da linha de pobreza. O pagamento mensal foi reajustado de R$ 90 para R$ 130. Custa R$ 25 milhões por ano. “É importante distribuir renda, mas seria melhor investir mais em saúde e educação”, diz o comerciante Marco Antônio Bandeira, dono de uma mercearia que aceita a moeda social.

Diário do Nordeste

Gestão: Ceará sobe 4 posições em ranking

O Ceará subiu quatro posições no Ìndice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE) em 10 anos e passou a ocupar, em 2015, a 13ª melhor colocação no País e a 2ª do Nordeste.

Em relação a 2005 quatro Estados não variaram suas posições , enquanto onze tiveram variações positivas e doze negativas. Outros saltos expressivos foram Pernambuco ( melhorou onze posições) e Paraíba ( conco posições). Os dados estão no Enfoque Econômico (Nº 165) – Performance do Ceará no Índice da Gestão Estadual 2015, publicado pelo Ipece.

Segundo o Informe, o avanço do Ceará é reflexo de melhoria da qualidade da educação e da saúde . O IDGE é calculado pela Macroplan Prospectiva Estratégia & Gestão, tendo por objetivo subsidiar a análise da gestão dos Estados brasileiros.

G-1 DF

Mesmo com maior potencial produtivo do país, DF tem desemprego acima da média

Último levantamento do Índice dos Desafios da Gestão Estadual mostra que jovem possui melhores condições de ensino no DF. Por outro lado, mercado não está absorvendo mão de obra na mesma proporção, diz especialista.Distrito Federal é a unidade da federação com o maior Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE) no critério juventude. Isso significa que a capital federal tem a maior proporção de jovens com alta capacidade de produção e participação no mercado de trabalho, acesso à saúde e nível de escolaridade. No entanto, a taxa de desemprego em Brasília é superior à média nacional. A pesquisa usa dados de 2015.

No ranking nacional, o DF aparece em primeiro lugar, com índice de 0,933 – a taxa varia de 0 (a pior) a 1 (a máxima). A capital tem a segunda menor concentração do país de jovens com idade entre 15 e 29 anos que não estudam, trabalham ou procuram emprego. O percentual é de 10,4%, sendo a média nacional 14,3%.

O acesso ao ensino superior em Brasília também é o mais significativo do Brasil. Enquanto a média do país é de 15,2%, na capital o percentual é de 30,9%. No ranking geral – que reúne todos os níveis de ensino, do básico ao superior – o DF figura em segundo lugar, com índice de 0,917, depois de São Paulo.

O secretário da Criança, Aurélio Araújo, disse ao G1 que este cenário se explica por uma maior consciência dos jovens quanto à importância da educação aliada a programas do governo de incentivo e inclusão. “Existe o entendimento dos jovens em geral de que o estudo é capaz de transformar a própria vida.”

Segundo ele, até o final deste ano, cerca de mil estudantes que passaram pelo programa “Bora Vencer” devem ingressar nas instituições de ensino superior do DF – a Universidade de Brasília (UnB), o Instituto Federal de Brasília (IFB) e a Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs).

“A nossa rede de ensino, com todas as suas dificuldades, é ainda uma das melhores do país.”

Araújo também atribui o índice positivo à ampliação física da UnB, com a criação de campi nas regiões administrativas de Ceilândia, Gama e Planaltina. Também menciona a ampliação do acesso à universidade pelo sistema de cotas, para estudantes de escolas públicas e pessoas negras.

Ainda segundo o IDGE, no critério gravidez precoce – em mulheres de 15 a 29 anos – o DF também tem o menor índice do país (5,9%), seguido por Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais – a média nacional é de 12,2%.

Além disso, o DF é a terceira unidade federativa do país com a maior expectativa de vida, de 77,8 anos, atrás de Santa Catarina e Espírito Santo. A média nacional é de 75,5 anos.

Mais Goiás

Marconi reforça planejamento para Goiás continuar crescendo nos próximos 20 anos

O governador Marconi Perillo comandou reunião do Programa Goiás Mais Competitivo e Inovador, na manhã desta terça-feira (7), no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, com secretários, superintendentes, economistas, representantes do setor produtivo e da Macroplan com foco no planejamento estratégico para o desenvolvimento do Estado nos próximos 20 anos. Essa empresa de consultoria foi contratada pelo Governo do Estado visando traçar estratégias para que Goiás continue na reta ascendente de crescimento do PIB; gerando empregos, acima da média nacional, como vem ocorrendo; fazendo as reformas necessárias e tornando o serviço público cada vez mais eficiente.

O alvo traçado pelo governador e a Macroplan para os próximos 20 anos é o de que “Goiás vai comandar a Região Centro-Oeste do país”, disse Claudio Porto, diretor da Macroplan. Esse momento de crescimento da economia mundial “tem que partir da região central do país, que está mais afinada com a realidade. Para 2038 nós cremos que Goiás poderá estar entre os cinco estados brasileiros mais competitivos do país, dobrando a renda do trabalhador”, afirmou. Ele destacou que “Goiás passou por profundas transformações, e tem as condições necessárias para manter esse ritmo e proporcionar um grande crescimento nos próximos 20 anos”.

A geração de empregos é o reflexo de que o Governo de Goiás está no caminho certo. O Estado ocupa posição de destaque na retomada do crescimento e consequente geração de postos de trabalho. “Goiás gerou quatro vezes mais empregos que a média brasileira nos primeiros nove meses do ano. O Brasil gerou 208 mil e Goiás, sozinho, 47 mil empregos”, frisou o governador Marconi.

Cláudio Porto enumerou os principais desafios e oportunidades para o futuro. Segundo ele, “Goiás precisa se inserir de vez na economia global, investir em educação, saúde, segurança pública, energia solar, turismo, ciência, tecnologia, inovação, sustentabilidade fiscal e financeira”, além de “garantir confiança ao investidor e ter instituições exemplares”. Segundo o dirigente, “a oferta de recursos para iniciativas sustentáveis é abundante em todo o mundo”, e que Goiás deveria aproveitar esse momento para canalizar recursos para tornar modelo de sustentabilidade para o país.

Palestra

O  economista Armando Castelar Pinheiro (IBRE/FGV – IE/UFRJ) ministrou palestra com o tema: Cenários de Goiás: das Tendências Globais às Oportunidades Locais. Ele ressaltou que Goiás não pode perder o “bonde” da recuperação da economia mundial, “que é maior nos países emergentes, com destaque para a região da Ásia, mais forte na África, Índia e China, responsáveis por 90% do incremento da demanda mundial por alimentos”. Armando explicou que, para alcançar o alvo dos próximos 20 anos, “Goiás pode melhorar o ambiente de negócios”, dar continuidade “aos investimentos em infraestrutura, investir na integração com a Ásia, na estruturação de projetos, e ainda firmar parcerias com o Ministério da Fazenda e o Banco Mundial”.

O economista lembrou que de 1950 a 1980 “a renda per capita brasileira cresceu 3,9 a.a. (ao ano), e de 1981 a 2017 cresceu apenas 0,7% a.a.”. Essa constatação leva a crer que Goiás segue a direção do desenvolvimento constante, pois o Estado tem gerado mais empregos que a média nacional e, “quanto mais gente trabalha, numa família, por exemplo, mais aumenta a renda per capita”.

O diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Igor Montenegro, entende que o trabalho comandado pelo governador Marconi Perillo, de planejar o futuro das próximas gerações, “vai proporcionar a Goiás um cenário propício para fazermos os investimentos certos em pessoas, infraestrutura, ciência e tecnologia”. Sobre o que foi feito até o momento, Igor ressalta que “nesse período muitas das ações de curto prazo já geraram frutos, as de médio começam a dar resultados, e agora chegou a hora de pensarmos no futuro. Esse planejamento deu certo em outros países que planejaram o futuro”.

Folha de São Paulo

Sufocados por Previdência, RJ, RS e MG não saem da crise

Se os demais Estrados brasileiros já enxergam um alívio fiscal, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul não param de se endividar e ainda não dão sinais de recuperação. Nos 12 meses anteriores a agosto de 2017, um aumento médio nas receitas correntes líquidas de 6%, sinal de reaquecimento da economia, fez com que as contas dos Estados ficassem mais equilibradas.

No mesmo período , porém, a ´proporção de despesas com pessoas sobre a receita de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro aumentou.

Em Minas Gerais, a despesa bruta com pessoal sobre receira corrente líquida aumentou em 3,2 pontos percentuais; no Rio foram 11,4 pontos a mais e no Rio Grande do Sul, 2,7.

Todos os Estados, com exceção do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, viram uma diminuição desse mesmo índice.

“É um momento em que já é possível separ quem consegue se resolver de quem tem um problema mais estrutural”, diz Manoel Pires, economista da FGV ( Fundação Getúlio Vargas). “A crise é pior nos Estados que oferecem serviços públicos há mais tempo e que têm muitos servidores aposentados”.

Os Estados repassam verbas para o Legislativo e o Judiciário e pagam aposentadoria dos inativos, gastos fixos sobre os quais não há como fazer ajuste. Em 2016, 11% da receita líquida dos Estados ia para outros poderes.

Por isso, muitos optaram por cortar despesas atrasando salários dos servidores ativos ( como professores e policiais), interrompendo prestação de serviços públicos e barrando investimentos.

Gustavo Morelli, diretor da Macroplan, que fez um estudo sobre gestão estadual, afirma que, devido à recessão, o ciclo atual de governadores é o primeiro que vai deixar uma economia menor do que recebeu desde 2005. “Todos os Estados reduziram sua capacidade de investimento, na qualidade e cobertura dos serviços”.

No Sul

O peso dos inativos é epecialmente dramático no Rio Grande do Sul, onde os gastos com aposentados são 83% maiores do que com servidores ativos. A despesa bruta com pessoal já chega a 83% da receita corrente líquida.

Com dívida de R$58 bilhões, o Eastado gaúcho ainda não fechou os termos de adesão ao plano de recuperação do governo federal. O governador José Ivo Sartori (PMDB) discorda das privatizações exigidas pela União.

Há três semanas, porém, o governo cedeu em uma delas e anunciou que vai vender 49% do Banco Banrisul.

No Rio

Já o Rio de Janeiro foi o único Estado em que houve queda do valor nominal da receita nos últimos 12 meses. ?É uma recessão regional, um ciclo vicioso. Os servidores que estão sem receber não estão consumindo?, diz Pires.

A arrecadação com royalties do petróleo, que levou R$8,7 bilhões aos cofres do Estado em 2014, caiu pela metade em 2016 ? a expectativa é que o aumento da produção do pré-sal neste ano eleve novamente esta receita.

O Rio assinou o programa de socorro da União em setembro. “O acordo é problemático porque não prevê nada que recuper a economia”, diz Bruno Sobral, economista da UFRJ ( Universidade Estadual do Rio de Janeiro).

O plano prevê um aumento das receitas via alta do ICMS ( imposto sobre circulação de mercadorias) e a criação de um fundo para cobrar empresas que tiveram benefícios fiscais.

“O Rio não vai se resolver em si mesmo. O Estado deveria estar disputando com os outros entres federativos por mais receitas, como o ICMS sobre petróleo, senão vamos virar a Grécia”, afirma Sobral.

Em Minas

Em Minas Gerais, o governo estadual declarou calamidade fiscal e optou por adiar corter. Ainda assim, em fevereiro, foi anunciado um contigenciamento de R$1 bilhão do Orçamento, sendo R$148 milhões da área de educação.

À Folha, o governo de Minas informou que não deixou de pagar salários, mas parcela , desde fevereiro de 2016, os vencimentos de quem ganha mais que R$3 mil.

Teto do INSS

Os estados em crise sentem hoje o efeito de custear quem se aposentou segundo regras já antigas, quando não valia a Previdência compelmentar.

Aprovar um plano de Previdência complementar é uma condição necessária para a vigência do teto do INSS, hoje em R$5.531, como máximo pago de aposentadoria a seus servidores.

Funcionários públicos que se aposentaram antes têm direito , em alguns casos, ao últimosalário integral recebido.

No Rio de Janeiro, a Previdência complementar vale para quem ingressou na carreira a partir de 2013. Em Minas Gerais, o regime passou a valer em 2015 e, no Rio Grande do Sul, em 2016.

Gazeta do Povo

Paraná é o quinto em ranking de condições de vida no país

O Paraná aparece em quinto lugar, subindo uma posição em dez anos, no Índice de Desafios das Gestões Estaduais (IDGE), estudo desenvolvido pela consultoria Macroplan. O ranking leva em consideração diferentes estudos, a partir de 2004 até 2015, nas áreas de educação, infraestrutura, saúde, segurança, economia e qualidade das instituições.O ponto no qual o Paraná mais avançou foi na eficiência da Justiça estadual. O estado saiu do penúltimo lugar e chegou à oitava posição em dez anos. Também houve avanço considerável na diminuição das mortes no trânsito, entretanto o estado ainda amarga um 17.º lugar entre os estados.Apesar de o estudo ir até 2015, os números recentes de violência no trânsito demonstram que o problema persiste. Em 2016, houve 2,6 mil mortes e 9,3 mil internações na rede pública por causa de acidentes de trânsito no Paraná, gerando um custo com internações de mais de R$ 12,7 milhões.

O estado também melhorou sua taxa de homicídios, que caiu 9,6%, o suficiente para avançar 12 posições. Também avançou na diminuição da pobreza e da desigualdade de renda. A quantidade de paranaenses que vivem com até 25% de um salário mínimo – R$ 197 em 2015 – passou de 25,2% para 8,9%.

Os campeões

À frente do Paraná, no ranking geral, estão São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Santa Catarina aparece em primeiro lugar em oito indicadores, mas São Paulo acumulou mais pontos em seis.

O estado que mais avançou foi Pernambuco, atropelando 11 posições no ranking geral. Espírito Santo aparece como referência no indicador de transparência na gestão pública, e Amazonas é o estado com maior segurança no trânsito, índices em que o Paraná aparece mal.

Transparência

Apesar de o Paraná ter despencado 11 posições, ficando em 15.º lugar no indicador de transparência da gestão pública, deve-se considerar que o estudo usou o levantamento do site Contas Abertas, que computou o índice de transparência das unidades da federação entre 2004 e 2014. Em maio deste ano, a Controladoria Geral da União (CGU) divulgou a 3ª Escala Brasil Transparente e neste estudo mais recente o Paraná aparece com uma boa nota, atendendo quase todos os critérios.

Além do quesito da transparência institucional, o estado perdeu posições na qualidade das rodovias, no acesso à internet e telefonia fixa e móvel, e no índice de gravidez entre crianças e adolescentes.

Análise

Segundo Adriana Fontes, consultora sênior da Macroplan, a crise política e financeira do país reteve o crescimento em infraestrutura e paralisou, ou piorou, os índices de desenvolvimento econômico e social nos estados.

Para ela, o indicador de transparência no Paraná é um quesito a ser aprimorado, pois ‘num cenário de crise, a transparência institucional é uma ferramenta que melhora a gestão dos recursos públicos, que andam escassos para todo os estados’.

Exame.com

Em qual estado os jovens vivem melhor no Brasil

Com menor taxas de gravidez precoce e maior proporção de jovens formados em uma faculdade, o Distrito Federal aparece no topo do ranking

Levantamento da consultoria Macroplan revela que o Distrito Federal é o local em que os jovens brasileiros encontram as melhores condições para viver bem.

O Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE), divulgado em primeira mão por EXAME.com, avaliou a situação da juventude em todos os estados brasileiros sob três indicadores diferentes: quantidade de jovens com ensino superior completo, gravidez precoce e proporção de jovens que não estudam, não trabalham e não procuram emprego.

O ranking, que considerou dados de 2015, vai de 0 a 1 – quanto mais próximo de zero, pior é a condição.

Outros cinco estados – Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro – também apresentaram resultados positivos, com IDGE superior a 0,675.

Com 0,933 pontos, o Distrito Federal conquistou a primeira colocação por apresentar desempenho exemplar nos indicadores analisados. Por lá, a proporção de gravidez na adolescência, por exemplo, é de 5,9% ? a mais baixa do país.

Quando o assunto é educação, o estado também registra o melhor resultado entre as unidades federativas: 30,9% dos jovens de 24 a 25 anos têm ensino superior completo – mais do que o dobro da média nacional de 15,2%.

Na contramão desses bons indicadores está Alagoas: o estado somou apenas 0,184 pontos no índice e ficou na última posição do ranking.

Veja a lista dos estados onde os jovens vivem melhor no Brasil:

Estado IDGE

1º DF 0,933

2º SC 0,805

3º SP 0,757

4º RS 0,699

5º PR 0,696

6º RJ 0,675

7º MG 0,664

8º GO 0,661

9º ES 0,612

10º MS 0,562

11º SE 0,542

12º RR 0,528

13º PI 0,503

14º MT 0,497

15º TO 0,479

16º RN 0,478

17º PE 0,47

18º PB 0,459

19º RO 0,458

20º AC 0,413

21º BA 0,402

22º CE 0,398

23º PA 0,375

24º AM 0,349

25º AP 0,345

26º MA 0,301

27º AL 0,184

DCI

Estados recuam nos indicadores sociais

Centro-Oeste colhe resultados de soluções inovadoras em bloco

Apesar dos avanços em indicadores econômicos e sociais na última década, os estados brasileiros tiveram uma queda significativa de desempenho na execução das políticas públicas a partir de 2011 e um expressivo retrocesso no biênio 2014-2015, como reflexo da crise. Das 27 unidades da federação, 24 recuaram nas dimensões econômica e social em relação ao patamar exibido em 2014, como indica o estudo Desafios da Gestão Estadual, da consultoria Macroplan, que analisa a evolução dos estados em 28 indicadores de desenvolvimento econômico e social. Alguns estados, contudo, conseguiram responder melhor ao novo cenário.

No Centro-Oeste, a aliança dos governos estaduais gera resultados positivos. Competitiva no agronegócio, a região tem a menor taxa de pobreza do País e o segundo maior PIB e renda per capita, além da segunda maior escolaridade média em anos de estudo.”O Brasil passa por uma crise política e econômica. As soluções em bloco são uma saída inovadora que os estados do Brasil Central estão experimentando com sucesso”, diz Gustavo Morelli, diretor da Macroplan. Entre 2005 e 2015, o Centro-Oeste teve o maior avanço do País no conjunto dos 28 indicadores.

A Gazeta (ES)

Estado é transparente, mas peca em segurança, aponta estudo

ES é o 8º mais desenvolvido do país, mesma posição de 2005

Assim como há 10 anos, o Espírito Santo se manteve como o 8º Estado mais desenvolvido do país. Retrocessos em áreas como desenvolvimento econômico, educação e juventude foram compensados por melhorias na área institucional e em segurança. Mesmo assim, esse último item ainda é o pior indicador do Estado conforme o estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE), realizado pela consultoria Macroplan.

A pesquisa faz um raio-X das 27 unidades da federação (26 Estados e o Distrito Federal), com base em dados de 2015, apontando os avanços e os retrocessos, e estabelecendo um ranking de desenvolvimento.

Para definir a análise, a Macroplan utiliza o Índice dos Desafios de Gestão Estadual (IDGE), que abrange 28 indicadores de nove áreas: educação, saúde, segurança, juventude, infraestrutura, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, condições de vida e institucional.

Apesar de se manter estável no ranking, o Estado teve na década o quinto maior crescimento do Brasil, sendo o mais significativo da região Sudeste, indo de 0,551 pontos para 0,735. Pela pesquisa, quanto mais próximo da nota 1, melhor é o desempenho. São Paulo lidera o ranking.

Na educação, o Espírito Santo caiu da 6ª para a 7ª colocação na década, mas apresentou melhora comparado com 2014, quando ficou em 9º. Outra perda foi no desenvolvimento econômico, que leva em conta a renda domiciliar per capita, o coeficiente de Gini (desigualdade de renda) e o percentual de pobres. Nessa área o Estado hoje está em 10º, mas era 9º em 2005.

Em juventude, que é considerada por especialistas uma das áreas mais estratégicas, os capixabas também perderam uma posição. O cálculo avalia o percentual de jovens Nem Nem Nem (não estudam, não trabalham e não buscam emprego), de gravidez precoce e de jovens que possuem o ensino superior.

AVANÇOS

O Estado registrou crescimento do índice em seis das nove áreas nos últimos dez anos. O maior deles foi na segurança, que era a pior do Brasil em 2005 e hoje está na 14ª colocação. No entanto, este continua sendo o pior desempenho e o maior problema dos capixabas, segundo a pesquisa.

“Puxado pela redução da taxa de homicídios e da de óbitos em acidentes de trânsito, o Espírito Santo avançou nessa área, mas sem dúvidas permanece como o grande desafio”, destaca o presidente da Macroplan Consultoria, Claudio Porto.

Após a diminuição dos homicídios, o indicador que mais ganhou posições foi a transparência, que saltou da 8ª posição, em 2010, para o 1º lugar em 2014. Já o que mais retraiu foi a nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos finais do Ensino Fundamental, que caiu de 3º para 11º na década.

“Se o Estado continuar nesse ciclo de melhoria contínua, a tendência é que em 2018 ele já passe Minas Gerais, que vem caindo, e em 2022 ingresse na primeira divisão, dos mais desenvolvidos. Mas para isso é preciso melhorar, especialmente na segurança, na área de juventude, e no desenvolvimento social e econômico”, avalia.

BRASIL

A média nacional do IDGE foi de 0,689 pontos. A pesquisa identifica avanços importantes em todas os Estados na década 2005-2015, mas destaca uma desaceleração da velocidade do crescimento do índice a partir de 2011 e um expressivo retrocesso no biênio 2014-2015.

Em comparação com o ano anterior, das 27 UF, 24 recuaram nas dimensões econômica e social. “Desde 2005, o Brasil não havia experimentado retração tão intensa”, pontua Gustavo Morelli, diretor responsável pelo estudo, que aponta ainda que os próximos anos devem ser os mais difíceis. “Os governos deverão conviver com uma acentuada escassez de recursos e pressões sociais para fazer mais e melhor com menos recursos.”

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